Embraer (EMBR3): Citi eleva recomendação dos ADRs para compra; “fundamentos ainda mistos, mas preços importam”

"A Embraer parece estar em uma situação de sobrevenda no curto prazo", avalia a equipe de analistas do banco
Embraer (Foto: Divulgação)
Embraer (Foto: Divulgação)

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O Citi elevou a recomendação para os ADRs (recibo de ações negociados na Bolsa de Nova York) de neutro para compra, com o preço-alvo sendo elevado de US$ 15,25 para US$ 16,00, ou um potencial de alta de 19% em relação ao fechamento da última sexta-feira (13).

De acordo com os analistas Stephen Trent, Filipe Nielsen e Jay Singh em relatório chamado “fundamentos ainda mistos, mas preço importa”, os fundamentos continuam a parecer mistos para a Embraer, com boas expectativas embutidas na carteira de jatos executivos, enquanto o atual ambiente geopolítico possivelmente impulsiona o segmento de defesa, enquanto há uma visão de que o segmento comercial continua desafiador.

Contudo, o último segmento parece ter atingido um piso, com alguns dados apontando um potencial de alta versus às estimativas anteriores do Citi.

Considerando também seu desempenho inferior em cinco anos e alguns ventos favoráveis ​​em relação ao valuation, o Citi destacou ter feito uma mudança tática, atualizando assim a recomendação da Embraer para compra, com o novo preço-alvo de US$ 16 por ADR.

“A Embraer parece estar em uma situação de sobrevenda no curto prazo – questões relacionadas a problemas no motor turbofan podem representar um desafio para os E2s da Embraer – embora a redução do apetite global também pareça ter impulsionado a recente fraqueza para os ativos”, avaliam os analistas.

No entanto, alguns dados da indústria sugerem que as estimativas anteriores do mercado eram provavelmente muito conservadoras, o que sugere que o segmento comercial da empresa pode ter encontrado um piso. “Além disso, o potencial do segmento de defesa e de jatos executivos parece positivo”, apontam.

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Dados da indústria sugerem que o segmento de entregas comerciais da Embraer poderá ter mais jatos E195-E2 do que o previsto anteriormente, embora maiores descontos ainda possam impactar as margens. Do lado dos executivos, mais entregas de jatos mais leves neste trimestre ainda poderão ajudar a empresa a cobrir os custos fixos.

“Olhando para o futuro, é possível que a dinâmica dos contratos de defesa possa proporcionar alguma alta nos lucros, enquanto as margens dos jatos executivos também melhoram gradualmente”, pontua a equipe de análise.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.