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As ações da Embraer (EMBR3) estiveram mais uma vez entre os destaques de alta do Ibovespa após a disparada de quase 11% na véspera com os seus produtos exportados contando na lista de isenções a tarifas anunciadas de 50% dos EUA para o Brasil.
Os ativos EMBR3 saltaram 5,78%, a R$ 80,66, nesta quinta-feira (31).
Conforme destaca a Genial Investimentos, a medida reduz consideravelmente o risco direto para a Embraer, que até então era vista como uma das empresas mais impactadas, dada sua forte exposição ao mercado americano (responsável por cerca de 30% das receitas).
Viva do lucro de grandes empresas
“A isenção é uma notícia altamente positiva para a Embraer, que tinha potencial de sofrer um impacto de até 5–6 pontos percentuais na margem EBIT (lucro antes de juros e impostos/receita) caso as tarifas fossem integralmente aplicadas”, avalia a casa.
Ainda que o cenário geral de tensão comercial siga gerando ruídos, a confirmação de que um dos principais mercados da companhia não será diretamente penalizado representa uma importante remoção de risco, finaliza.

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O Bradesco BBI observa que, embora as aeronaves militares não estejam isentas, a Embraer não possui C-390 ou Super Tucanos em carteira para os EUA e entrar nesse mercado é mais uma opcionalidade do que uma realidade.
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“Como havíamos discutido em nosso relatório recente sobre os impactos possíveis se implementado a alíquota de 50%, o EBIT da Embraer seriado atingido em 35% em 2025 ou cerca de 60% em uma base de 12 meses”, destacam os analistas.
Desde o dia anterior ao anúncio das tarifas de 50% até o preço de fechamento de ontem, a ação da Embraer caiu cerca de 17%, precificando apenas uma parte do impacto total das tarifas de 50%. Assim, o banco acredita que, agora que as aeronaves da Embraer estarão sujeitas a tarifas de apenas 10%, o risco é novamente significativamente reduzido.