Embraer sobe após carteira de pedidos bater recorde – e bancos veem espaço para mais

Embraer eleva carteira de pedidos em 16% no 2º trimestre

Felipe Moreira

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Um avião adorna o telhado da sede e fábrica de aeronaves da Embraer em São José dos Campos, Brasil, 16 de julho de 2025. REUTERS/Roosevelt Cassio/Foto de arquivo
Um avião adorna o telhado da sede e fábrica de aeronaves da Embraer em São José dos Campos, Brasil, 16 de julho de 2025. REUTERS/Roosevelt Cassio/Foto de arquivo

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As ações da Embraer (EMBJ3) operam em alta na sessão desta segunda-feira (27), após a fabricante de aeronaves reportar crescimento da carteira de pedidos no segundo trimestre de 2026 (2T26). A Embraer divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre em 10 de agosto, antes da abertura do mercado.

Por volta das 12h05 (horário de Brasília) desta segunda-feira (27), os papéis da companhia subiam 3,75%, cotados a R$ 85,59.

Em relatório assinado pelos analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, a XP considerou os números operacionais da Embraer de forma positiva, destacando a continuidade do crescimento da carteira de pedidos (backlog) mesmo em um cenário de incerteza geopolítica e volatilidade nos preços dos combustíveis.

Segundo a corretora, a relação book-to-bill dos últimos 12 meses permaneceu acima de 1 vez em todas as divisões da companhia, indicando que o volume de novos pedidos segue superior ao de entregas. O principal destaque foi a área de Defesa & Segurança, que registrou book-to-bill de 2,6 vezes e viu seu backlog avançar de US$ 4,4 bilhões para US$ 6,1 bilhões após a encomenda de 10 aeronaves C-390 pelos Emirados Árabes Unidos.

Com base nesse aumento da carteira e na estimativa da XP para uma receita de US$ 236 milhões da divisão de Defesa no segundo trimestre de 2026, a corretora calcula que o contrato implica um valor de aproximadamente US$ 180 milhões a US$ 190 milhões por aeronave. Na avaliação da instituição, isso reforça a crescente aceitação internacional do C-390, seu posicionamento competitivo e um nível robusto de rentabilidade para esse tipo de encomenda.

No geral, a XP vê o backlog da Embraer proporcionando visibilidade de receitas até o fim da década, sustentando a recomendação de compra.

Na avaliação do JPMorgan, os dados do segundo trimestre apontam para mais um trimestre recorde, sustentando uma perspectiva de crescimento contínuo nos próximos anos.

Em termos de valuation, o banco observa que a Embraer negocia a aproximadamente 0,35 vez o valor da empresa (EV) sobre o backlog — ou 0,33 vez, considerando o backlog ajustado — acima da média histórica de 0,28 vez, mas próxima da média dos últimos dois anos, de 0,34 vez. Já pelo múltiplo EV/Ebitda estimado para 2027, a Embraer negocia a 8,2 vezes, abaixo de Boeing (23,0 vezes), Airbus (12,2 vezes) e Bombardier (16,2 vezes).

O JPMorgan manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 98.

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O BTG Pactual, por sua vez, avaliou que a atualização do backlog da Embraer reforça a tese positiva para a companhia, principalmente ao evidenciar a forte precificação do contrato firmado com os Emirados Árabes Unidos para a compra de aeronaves KC-390. Na visão do banco, esse fator representa um importante catalisador para a narrativa de crescimento da divisão de Defesa no médio prazo.

Outro destaque é que a carteira de pedidos divulgada ainda não incorpora os mais de 50 pedidos de aeronaves anunciados durante o Farnborough Airshow na semana passada, o que, segundo o BTG, abre espaço para um backlog ainda mais robusto no terceiro trimestre, especialmente impulsionado pela aviação comercial.

No geral, o banco mantém recomendação de compra para a Embraer e preço-alvo de R$ 126. O BTG destaca o fluxo positivo de notícias, o forte momento operacional e de resultados da companhia e um valuation considerado atrativo em relação aos pares, com as ações negociando a cerca de 12 vezes o EV/Ebitda estimado para 2026. Com isso, a Embraer segue entre as principais recomendações do banco.

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