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SÃO PAULO – A ata reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) fica no foco dos investidores nesta quinta-feira (24), enquanto na cena externa os mercados repercutem o crescimento da indústria na China – para máxima de 2 anos – e a melhor situação da indústria e serviços na Europa. O Ibovespa registrava alta de 0,20% às 13h20 (horário de Brasília), aos 62.102 pontos.
No cenário doméstico, o documento indica que o Banco Central mudou o discurso com a inflação, reconhecendo um ambiente de piora no curto prazo, e corroborando para eliminação da possibilidade de cortes adicionais na Selic.
Embraer sobe mais de 10% após contrato com Republic Airways
Já entre as referências corporativas, as ações da Embraer (EMBR3) apresentam valorização de 9,64%, aos R$ 16,04. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 10,53%, aos R$ 16,17.
O desempenho ocorre após a companhia anunciar um contrato com a Republic Airways para a venda de 47 jatos Embraer 175, com opção de compra para mais 47 jatos adicionais, podendo alcançar US$ 4 bilhões com as 94 aeronaves.
Segundo comunicado divulgado nesta quinta-feira, os novos aviões serão operados pela Republic Airlines, subsidiária da companhia norte-americana em rotas regionais da American Airlines. Os jatos serão os primeiros a apresentarem as novas configurações implementadas pela Embraer. “É muito significativo que a Republic Airways, nosso cliente de longa data, seja o primeiro cliente do E175 com os novos aprimoramentos que estamos implementando na frota”, disse Paulo Cesar Silva, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.
JBS dispara após rumores de encontro com investidores internacionais
Ainda na ponta positiva, as ações da JBS avançam 3,13%, sendo cotadas a R$ 7,59, depois de rumores de que a empresa pretende fazer um road show com investidores ainda este mês. Vale lembrar que na véspera, as ações da JBS subiram 6,36%, aos R$ 7,36, figurando na ponta positiva do benchmark brasileiro.
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Segundo informações da Bloomberg, a empresa contratou Banco do Brasil Securities, Bradesco, Deutsche Bank e JPMorgan Chase para coordernar o encontro com investidores. As reuniões vão ocorrer em 25 de janeiro em Los Angeles e 28 de janeiro em Nova York e Londres, disse uma pessoa próxima à negociação, que pediu anonimato porque as discussões são privadas.
“A empresa vem mostrando melhora operacional e este road show deve reforçar esse bom momento da companhia”, disse o analista Eduardo Machado, da Amaril Franklin. Durante esse encontro, a companhia deve apresentar suas atividades operacionais, as condições financeiras em que atua, os riscos do negócio, as perspectivas econômicas, bem como projeções dos investimentos da companhia e perspectivas de rentabilidade para possíveis investidores do mercado.
Eletrobras é penalizada após Dilma afirmar que tarifa de energia vai cair
Já do outro lado do Ibovespa, as ações da Eletrobras (ELET3, -2,68%, R$ 7,63; ELET6, -0,61%, R$ 13,04) são penalizadas na bolsa, em reação à confirmação de Dilma Rousseff de que a tarifa de energia elétrica irá cair ainda mais para os consumidores finais e para as indústrias.
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Desde os impactos da Medida Provisória 579, publicada em 15 de novembro com novas regras para o setor e derrubando as ações das elétricas, as ações da Eletrobras já subiram mais de 75%.
Segundo o diretor sênior da Fitch Ratings, Mauro Storino, o ciclo de revisão tarifária deverá ter impactos de nível moderado a alto na geração do fluxo de caixa, mas as notas de crédito das empresas já incorporam essa volatilidade.
Inepar firma contrato de R$ 620 mi com Petrobras
Fora do Ibovespa, ganha destaque as ações da fabricante de máquinas e equipamentos Inepar (INEP4), com valorização de 10,98%, sendo cotadas a R$ 1,82. A companhia, por meio de sua subsidiária lesa Óleo e Gás, assinou contrato de R$ 620 milhões com a Petrobras (PETR3; PETR4) para prestar serviços de construção, montagem e manutenção de integridade nas plataformas da companhia na Bacia de Campos.
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O comunicado da empresa veio um dia após as ações dispararem no mercado brasileiro e com um volume bastante acima da média. A empresa indica que o trabalho será realizado durante as campanhas de manutenção das plataformas, com apoio de Unidade de Manutenção e Segurança, abrangendo as atividades realizadas em canteiro e a bordo das unidades de produção.
CCX sugere 3 bancos para laudo de avaliação das ações
Por sua vez, o conselho de administração da CCX (CCXC3) sugeriu, em assembleia realizada na última quarta-feira, os bancos Bradesco BBI, Itaú BBA e Brasil Plural como opção para elaborar o laudo de avaliação das ações da companhia mediante o anúncio de OPA (Oferta Pública de Aquisição) feito pelo empresário Eike Batista.
Na véspera, surgiram rumores de que a empresa havia suspendido investimentos de carvão na Colômbia. A informação, contudo, foi negada pela companhia, que comunicou que manterá os seus investimentos no país.
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De acordo com a gerente de comunicação da empresa, Ximena Botero, Eike Batista continua acreditando no projeto, apesar da situação desfavorável do mercado. Por conta disso, a empresa optou por pagar um prêmio de 100% para os acionistas minoritários na OPA – pagando R$ 4,31 por ação.
O projeto, entretanto, ainda vai ser revisado por conta da conjuntura do mercado e os atuais preços do carvão. A intenção é adequá-lo ao atual mercado. O jornal colombiano Portafolio noticiou que a companhia havia tido dificuldade para obter licenças ambientais, acordos com as comunidades indígenas e a tendência de queda nos preços do carvão.
Abilio pretende vender mais 17 milhões de ações do Pão de Açúcar
Chama atenção do mercado também a notícia de que o ex-presidente do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4), Abilio Diniz, planeja a venda de seu último bloco de ações preferenciais da varejista. Segundo a coluna de Lauro Jardim na Veja, Abilio consultou bancos para se desfazer de 17 milhões de ações.
Esse é o mesmo lote da última venda de Abilio, quando levantou R$ 1,5 bilhão em uma operação no dia 11 de janeiro. Naquele pregão a ação fechou cotada a R$ 89,00, próxima ao fechamento de quarta-feira, quando a ação valia R$ 89,95.
Ao mesmo tempo em que Abilio se desfaz de seus papéis no Pão de Açúcar, ele compra novas ações da BRF (BRFS3). Segundo circula na imprensa, acredita-se que Abilio já tenha investido mais de R$ 1 bilhão na BRF, o que significaria algo em torno de 3% do capital social.
Gávea Investimentos atinge 9,30% de participação na V-Agro
Em comunicado, a Vanguarda Agro (VAGR3) afirmou que a Gávea Investimentos aumentou participação acionária para 9,30% na empresa, e passou a deter 324.142.038 ações ordinárias até o fechamento do pregão de 21 de janeiro.
Nos últimos pregões, a V-Agro vem ganhando destaque no noticiário corporativo. Na última terça-feira, as ações da companhia (VAGR3) subiram mais um centavo, fechando a R$ 0,46 – maior patamar desde 9 de dezembro de 2011, época em que ainda era chamada de Brasil Ecodiesel. Esse avanço marca o quinto dia de alta em seis pregões – no dia em que não subiu, o papel VAGR3 fechou estável. De novembro pra cá, a valorização acumulada já supera os 40%.
Telefônica e TIM podem ser multadas pelo Cade
A TIM (TIMP3) e a Telefônica Brasil (VIVT4) podem ser multadas em R$ 20 milhões cada uma por descumprimento de determinações impostas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
As empresas assinaram um acordo com o órgão antitruste, em 2010, pelo qual se comprometeram a prestar informações sobre as contratações que fizeram no mercado. O objetivo do Cade era o de evitar que a TIM e a Telefônica tivessem acesso a informações relevantes uma da outra. O órgão fixou diversas formas de separação entre as empresas, como o impedimento de executivos de uma atuar na outra e o resguardo de seus respectivos contratos.
No final de dezembro, a Procuradoria do Cade verificou que as empresas “aparentemente” descumpriram a determinação de manter os seus contratos separados. Uma empresa da Telefônica, cujo nome é mantido sob sigilo, teria obtido acesso a um contrato da TIM.
Vendas da BR Malls crescem 19,5% no 4° trimestre
A BR Malls (BRML3) encerrou o quarto trimestre de 2012 com vendas de R$ 6,3 bilhões, alta de 19,5% ante igual período de 2011, conforme dados divulgados nesta quinta-feira (24).
No ano passado como um todo, as vendas dos lojistas dos shoppings administrados pela empresa cresceram 21,6%, para R$ 19,6 bilhões.
Acordo com fundos abre espaço pra Cosan na ALL
Já o grupo Cosan (CSAN3) está próximo de fechar o acordo que o colocará como um dos principais acionistas da companhia ferroviária ALL (ALLL3), apurou o Valor.
O que viabiliza o acerto, segundo a reportagem, foi um rearranjo do bloco de controle. Os vencedores iniciais (famílias Arduini e De Lara) concordaram em vender menos ações do que originalmente proposto, de forma a que os fundos de pensão também possam se desfazer da parte de suas fatias. Os acionistas privados ficarão com participação maior no bloco.
Governador do Paraná anuncia mudanças na Copel e Sanepar
Depois de alguns dias de suspense, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), anunciou reforma no secretariado e, com ela, mudanças na presidência das estatais Copel (CPLE6), de energia, e Sanepar (SAPR4), de água e saneamento.
A estatal de energia terá na presidência Fernando Ghignone, ex-coordenador da campanha de Richa ao governo e também coordenador da campanha de reeleição do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), derrotado ainda no primeiro turno da capital. Ele vai substituir Lindolfo Zimmer, que era funcionário de carreira da empresa e ficou no cargo por dois anos.
Ghignone estava na presidência da Sanepar e será substituído por Antonio Hallage, atual diretor administrativo da companhia. Nos últimos dias, o nome do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) chegou a ser citado como futuro presidente da Sanepar – a justificativa seria abrir mais espaço para o partido em troca de apoio em 2014.
HRT: nova proposta por ativos na Namíbia
A HRT recebeu nova proposta envolvendo seus planos de venda de participação em ativos na Namíbia, de acordo com ata de reunião do Conselho de Administração divulgada na última quarta-feira.
Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a notícia é positiva, configurando-se como um catalisador para as ações da companhia nesta sessão, ainda que faltem detalhes acerca da oferta. Os papéis sobem 1,49%, aos R$ 4,76.
Os analistas ressaltam, contudo, que a companhia precisa de capital para tocar sua campanha exploratório em Solimões e na Namíbia, deixando um peso relevante num eventual farm out.
Marcopolo investe 116,4 mi de dólares canadenses na New Flyer
A Marcopolo (POMO4) assinou contrato para investir 116,4 milhões de dólares canadenses na produção de ônibus urbanos New Flyer, informou a fabricante de carroceria de ônibus em comunicado na noite da última quarta-feira.
A empresa brasileira vai subscrever 11,1 milhões de novas ações ordinárias a serem emitidas pela New Flyer, equivalentes a 20% do capital da empresa canadense, com sede em Winnipeg e listada na Bolsa de Valores de Toronto. O preço por ação será de 10,5 dólares canadenses.
Na primeira fase da operação, a Marcopolo subscreverá quase 5 milhões de ações da empresa a serem emitidas até 10 de março, no total de 51,7 milhões de dólares canadenses, e o restante será subscrito em uma única parcela em até 12 meses.
BTG aumenta participação na Ecorodovias
A Ecorodovias (ECOR3) informou neste pregão que o BTG Pactual aumentou sua participação acionária na companhia, atingindo 48.853.253 ações ordinárias, correspondentes a 8,47% do capital social da companhia.
Conforme informações prestadas pelo banco de investimentos, a aquisição da participação societária acima mencionada tem por objetivo a mera realização de operações financeiras, não havendo interesse em alterar a composição do controle ou da estrutura administrativa da companhia, nem visa atingir qualquer participação acionária em particular.
Tupy visa entrada no Novo Mercado
Em comunicado, a Tupy (TUPY4) informou que o conselho de administração da companhia deliberou na última reunião a aprovação de determinadas matérias das quais visam deixar a empresa em condições de iniciar suas tratativas com a BM&FBovespa, com o intuito de buscar sua adesão ao Novo Mercado.
Diante disso, o conselho de administração aprovou a conversão da totalidade das ações preferenciais de emissão da companhia em ações ordinárias, de forma que uma ação preferencial seja convertida em uma ordinária.