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SÃO PAULO – Após uma sessão volátil, o dólar comercial fechou em forte recuo nesta terça-feira (19). O câmbio interno mais uma vez refletiu o comportamento do mercado de commodities e acompanhou a oscilação da moeda norte-americana em âmbito global.
Nova rodada de valorizações no mercado internacional de matérias-primas e mais dados indicando a fragilidade da economia norte-americana pesaram sobre a cotação da divisa frente às principais moedas de referência.
Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) registrou em julho sua maior alta, na comparação anual, nos últimos 27 anos. Ao mesmo tempo, mais projeções de baixas contábeis, dessa vez para o Lehman Brothers, geraram tensão no mercado financeiro.
Cena interna positiva
Já no plano interno, em dia de agenda econômica esvaziada, as commodities voltaram a ter influência positiva sobrepujando o viés negativo vindo do exterior. As matérias-primas em valorização aumentam a expectativa de maior receita para as empresas do setor, ao qual pertencem muitas blue chips, assim como melhoram a perspectiva para o saldo comercial brasileiro, fortemente atrelado à exportação de insumos.
Ambas as idéias reforçam as projeções de entradas de recursos e conseqüente aumento da oferta de dólares no mercado doméstico.
Leilão do BC
O BC realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista, entre 15h09 e 15h19, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita foi de R$ 1,6310.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6240 na compra e R$ 1,6260
na venda, forte baixa de 0,79% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8000, representando um ágio de 10,84%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 3,96% em agosto, frente
à baixa de 2% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,45%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
registrava R$ 1.630 contra 1.643,4520 do ajuste
da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, recuava para R$ 1.644frente
a R$ 1.656,6530 do ajuste anterior.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, registrava R$ 1,62950.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,58% para outubro de 2008, 0,09 ponto percentual acima do último ajuste.