Em sessão mais curta, Ibovespa vira para queda com Petrobras e bancos; Vale sobe

Enquanto dados de indústria chinesa animam e levam à alta da Vale no pré-market da Nyse, revisão para baixo das perspectivas do PIB no Brasil geram cautela aos mercados; bancos e Petrobras caem

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SÃO PAULO – Após abrir praticamente estável, o Ibovespa aumenta as perdas na primeira hora do pregão desta segunda-feira (23), em um dia em que as operações serão fechadas mais cedo (às 14h30), devido ao jogo Brasil e Camarões pela Copa do Mundo. Às 10h42 (horário de Brasília), o índice registrava baixa de 0,75%, a 54.230 pontos, apesar da alta de Vale  (VALE3;VALE5) em meio aos dados positivas da China. As quedas se acentuaram logo após a abertura em Wall Street, em um dia em que as bolsas por lá registram leves quedas. 

Já na China, boas notícias. A atividade do setor industrial cresceu em junho pela primeira vez em seis meses com o aumento das novas encomendas, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do HSBC, oferecendo novos sinais de que a economia está se estabilizando. O PMI subiu mais do que o esperado, para 50,8 em junho ante 49,4 em maio, superando a expectativa em pesquisa da Reuters de 49,7 e acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. Com isso, as ações da Vale registram expressiva alta de mais de 1%, assim como as siderúrgicas, com destaque para a CSN (CSNA3, R$ 9,35, +0,86%). 

Por outro lado, os papéis da Petrobras (PETR3;PETR4) acentuam as perdas e caem mais de 1%. Vale ressaltar que a sessão da última sexta-feira foi negativa para os papéis da companhia, em meio ao cenário de estabilidade das intenções de voto de Dilma Rousseff, de acordo com a pesquisa Ibope divulgada no feriado de Corpus Christi. 

No Brasil, os economistas consultados pelo Focus continuam revisando para baixo as projeções para a economia. A projeção dos economistas de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014 diminuiu para 1,16%, ante 1,24% da semana anterior. Já para 2015, a projeção do PIB foi para 1,60%, ante expectativa de expansão de 1,73% na semana anterior.

Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014, os economistas mantiveram em 6,46% e continuou abaixo do teto da meta, enquanto para o próximo ano a projeção aumentou levemente para 6,10%, ante 6,08% da semana anterior. Já a expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, se manteve em 11,00% para 2014 e em 12% para 2015. 

O mercado ainda fica de olho nos Estados Unidos, onde serão divulgados o indicador de venda de casas e o índice de atividade nacional do Federal Reserve de Chicago.

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Ainda como destaque corporativo, estão os papéis da Cemig (CMIG4), com queda de 1,77, a R$ 17,75, após a companhia ter a sua recomendação rebaixada de compra para neutra pelo BTG Pactual. Os bancos também registram baixa, com destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,88, -2,06%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 25,23, -1,52%) e Bradesco (BBDC4, R$ 33,86, -1,43%).

As maiores baixas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, são:

 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 ENBR3 ENERGIAS BR ON 10,71 -2,19
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 32,85 -2,14
 SUZB5 SUZANO PAPEL PNA 8,69 -1,92
 CPLE6 COPEL PNB 33,14 -1,84
 CMIG4 CEMIG PN 17,75 -1,77

As maiores altas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

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 Cód. Ativo Cot R$ % Dia
 BRAP4 BRADESPAR PN 20,00 +1,57
 VALE5 VALE PNA 26,16 +1,47
 LIGT3 LIGHT S/A ON 22,32 +1,18
 VALE3 VALE ON 29,05 +0,97
 CSNA3 SID NACIONAL ON 9,33 +0,65


Dados no euro não animaram

Na Europa, os dados também não animaram. O setor privado da zona do euro desacelerou inesperadamente em junho, ainda que as empresas continuem cortando os preços para dar fôlego aos negócios, mostrou o PMI. 

A Alemanha e a França registraram novamente comportamentos diferentes. As empresas alemãs tiveram expansão robusta, apesar de num ritmo menor do que no mês passado, enquanto o setor privado francês encolheu no ritmo mais forte em quatro meses.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.