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SÃO PAULO – Em sessão de forte instabilidade, o dólar comercial fechou a segunda-feira (27) apresentando forte alta de 1,37%, cotado a R$ 2,222. Os mercados apresentaram aversão ao risco sob a ameaça de consequências da gripe suína, que apresenta casos mortais no México e notificações nos EUA e Europa, causando impacto em setores como turismo e frigorífico.
Os investidores mostraram-se apreensivos, principalmente pela possibilidade da doença afetar diretamente a atividade econômica mundial. “É uma emergência de saúde pública de temor internacional”, afirma a OMS (Organização Mundial da Saúde), que já viu o México relatar cerca de 150 mortes nos últimos dias.
Amenizando a perspectiva negativa do mercado, o setor automobilístico foi destaque na sessão, com as montadoras norte-americanas tentando mostrar recuperação. A General Motors divulgou o detalhamento do plano de redução de custos e a demissão de até 21 mil funcionários, enquanto a Chrysler anunciou o acordo com o sindicato de operários, facilitando para uma parceria com a italiana Fiat.
Relatório Focus e balança comercial
No âmbito interno, a divulgação dos dados atualizado do relatório Focus feita pelo Banco Central apontaram um aumento nas projeções da inflação, com a mediana do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) subindo para 4,3% neste ano. Ainda no relatório, a projeção do PIB (Produto Interno Bruto) para 2009 voltou a subir, indo de -0,49% para -0,39%.
Ainda por aqui, os números da balança comercial referente à quarta semana de abril apresentou um saldo positivo de US$ 880 milhões, sendo o maior saldo registrado nas quatro semanas do mês. No ano, o acumulado total é de US$ 5,577 bilhões positivo.
Leilão de swap cambial
No final da tarde desta segunda-feira, o BC nacional deve sondar o mercado para saber se há demanda suficiente para a realização de swap cambial na próxima sessão, com o objetivo de fazer a rolagem dos contratos que vencem no dia 4 de maio.
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Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2200 na compra e R$ 2,2220
na venda, forte alta de 1,37% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 8,11%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 3,89% em abril, frente
à queda de 2,49% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 4,92%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.224,
forte alta em relação ao fechamento
de R$ 2.189
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte alta,
atingindo R$ 2.236 frente
à R$ 2.198 do fechamento de
sexta-feira.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,2200000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,95% para maio de 2009, 0,15 ponto percentual acima do fechamento anterior.