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SÃO PAULO – Esta sexta-feira foi marcada por nova valorização do dólar frente ao real, apesar de certa desaceleração de alta já próximo do final desta sessão.
Os principais fatos, em ordem de importância, que marcaram as oscilações da divisa nesse dia de negociações foram respectivamente o segundo leilão de cambiais do Banco Central e os rumores de uma nova captação externa pelo Grupo Votorantim.
BC rolou apenas 52,7% de cambiais em dois leilões
Apenas 52,7% do principal de US$ 2,7 bilhões da dívida cambial do BC com vencimento em 17 de julho foram rolados nos dois leilões previamente estabelecidos.
O primeiro leilão, realizado na última quinta-feira, registrou uma rolagem de 36%. O segundo leilão concluído nesta sessão foi responsável por 16,7% da rolagem.
Na oferta de 6.100 papéis com vencimento em dezembro de 2003, foram comprados 5.030 a uma taxa de 3,14%. Dos 4.200 com vencimento em julho de 2004, apenas 1.750 foram absorvidos a uma taxa de 4,48%.
Do lote de 2.300 títulos, 1.500 foram negociados a uma taxa de 6,17% com vencimento em julho de 2005. Nenhum papel foi comprado do lote com vencimento em janeiro de 2006. Já a totalidade dos 1.500 papéis com vencimento em abril de 2006 foram absorvidos pelo mercado a uma taxa de 8,18%.
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Mercado analisou rumores de captação
Diante de rumores de que o Grupo Votorantim fez uma captação de US$ 250 milhões em bônus de dois anos, com yield de 5,875%, cupom de 5,75% pagos semestralmente a partir de 28 de dezembro de 2003, os investidores criaram uma expectativa de maior liquidez nos próximos dias, o que levou já no final da sessão a uma desaceleração da alta registrada pelo dólar.
Mesmo com essa desaceleração, o dólar comercial voltou a fechar em leve alta de 0,10% em relação ao fechamento anterior, cotado a R$ 2,8900 na compra e R$ 2,8940 na venda. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0030, representando um ágio de 3,91% em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o dólar acumula valorização de 1,72% em julho, frente a baixa de 4,08% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 18,46%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 2.925, leve baixa de 0,07% em relação ao fechamento de R$ 2.927 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em leve baixa de 0,07% atingindo R$ 2.975 frente a R$ 2.977 do fechamento de quinta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial para setembro de 2003, fechou a 2,05%, frente aos 2,20% do fechamento de quinta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 3,35% em comparação aos 3,53% apurados na sessão anterior.