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SÃO PAULO – Na sexta-feira (30) da próxima semana, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgará a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) do país no primeiro trimestre de 2010, o que, para Luiz Augusto Pacheco, analista da Omar Camargo, deve ser um “divisor de águas” para o mercado. A expectativa é positiva, de crescimento anualizado de 3,2% nos três primeiros meses deste ano.
Para Camargo, um indicador acima ou abaixo disso deve definir se o Ibovespa irá superar o atual momento de movimentação lateral. Para o Departamento de Análise da Socopa, o PIB norte-americano tem mesmo muito impacto no Ibovespa, mas é necessário observar se esse crescimento está sendo impulsionado por consumo ou por outros fatores apenas pontuais.
Além disso, a Socopa acredita que, para o investidor, é essencial observar os indicadores macroeconômicos nos EUA, já que a retomada da bolsa depende de notícias externas.
Ao lado do PIB, a semana traz reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), que define a política monetária norte-americana. O Departamento de Análise da corretora, no entanto, avalia que o único impacto possível seria uma mudança no discurso, já que a instituição já sinalizou que irá manter as baixas taxas de juros ainda por um bom tempo.
Copom
Em relação a mudanças na política econômica, outro evento que deve impactar o Ibovespa é o resultado da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que será divulgado na quarta-feira (28). Para Pacheco, um aumento de 0,5 ponto percentual está atualmente precificado pelos investidores, mas o mercado também cogita uma elevação de 0,75 ponto percentual.
Para ele, o reflexo sobre o índice, ao menos agora, não será acentuado. De acordo com o analista, o investidor pode ser tentado a migrar para a renda fixa quando a taxa ultrapassar os 10%, pelo efeito psicológico, com movimentação nesse sentido recrudescendo mais perto do final do ano, quando alguns esperam que a Selic alcance patamar próximo dos 12% ano ano.
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Para a Socopa, a visão é um pouco mais negativa. Segundo a corretora, o mercado ainda está um pouco indeciso sobre o que esperar, e é provável que fique frustrado mesmo com uma alta de 50 pontos-base. A decisão traz “um impacto levemente negativo. Não vai ser fácil digerir essa informação”, avaliou a corretora.
Resultados corporativos
Nessa agenda extremamente movimentada, ainda sobra espaço para os resultados corporativos, que começam a ser publicados no Brasil. Para a Socopa, os balanços podem trazer aumento pontual para algumas ações, mas não têm força para mudar o rumo das negociações.
Na contramão, Pacheco, da Omar Camargo, acredita que a divulgação de balanços por aqui pode contribuir sim para a definição do rumo do Ibovespa, e já que a perspectiva é positiva, o analista avalia que o cronograma pode levar o Ibovespa a se aproximar do patamar atingindo quando o Brasil recebeu o investment grade.