Em São Paulo e no Rio, é mais fácil comprar gasolina de má qualidade

De acordo com a ANP, índice de não-conformidade nas localidades é de 5,5% e 7,3%, contra média nacional de 3,4%

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SÃO PAULO – Motoristas dos dois principais mercados consumidores brasileiros de combustíveis, São Paulo e Rio de Janeiro, têm como desvantagem uma probabilidade de adulteração da gasolina acima da média nacional: enquanto em abril, o País apresentou não-conformidade em 3,4% no produto, os Estados registraram proporção de 5,5% e 7,3%. Pelo menos foi isso o que apontou boletim de qualidade da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), sobre o período de três meses encerrado no quarto mês do ano.

E a atenção deve ficar para o seguinte detalhe: o preço baixo está diretamente ligado ao combustível problemático. Enquanto, no País o litro do derivado de petróleo sai, na média, por R$ 2,588, o do produto não-conforme custa cerca de dez centavos a menos – quase R$ 2,494.

São Paulo

No Estado de São Paulo, o problema se agrava àqueles que abastecem o carro em torno dos seguintes municípios: Osasco, Barueri e Cotia, com total de 11,3% na mesma base comparativa. Na região de Guarulhos esse índice está em 11%.

Por preço, conforme a ANP, enquanto o litro sai, na média, por R$ 2,50, os derivados de petróleo com problema custavam algo em torno de R$ 2,40.

Rio

No Rio, a situação é mais crítica em torno de Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis, com 14,1% de não-conformidade; em seguida, estão as localidades de Campos, Itaperuna e Santo Antonio de Pádua, com 11,3%; e Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti, com 11,1%.

Analisando a questão do preço, a ANP mostra que a gasolina de menor qualidade é apenas um pouco mais barato nos postos fluminenses. A diferença não chega a um centavo, com o preço médio sendo de R$ 2,60.

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Outros Estados

Por fim, a ANP mostra que o índice de não-conformidade acima da média nacional é visto também em Pernambuco (8%), Pará (7%), Alagoas (5,9%), Sergipe (5,7%), Espírito Santo (4,3%) e Roraima (4%).