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SÃO PAULO – Após fechar na véspera com a maior alta desde cinco de outubro, valendo R$ 1,813, o dólar comercial inicia a sessão desta terça-feira (22) em queda de 0,72%, cotado a R$ 1,800 na venda.
Apesar do sinal negativo desde o início do pregão, quando ainda há poucos negócios, analista acredita que a moeda apontará valorização ao longo do dia, dado o noticiário externo.
“Nesta terça-feira, a revisão do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano e a ata da última reunião do Fomc merecem atenção, embora o cenário político nos EUA e na Europa devam continuar predominando. E, neste sentido, as notícias seguem ruins”, afirma a diretora da AGK Corretora de Câmbio, Miriam Tavares.
Para Miriam, com o agravamento diário da crise europeia, sem nenhuma perspectiva de solução no curto prazo, e a crise política dos Estados Unidos, reforçam a lista de preocupações, com a cautela prevalecendo entre os investidores.
“Este cenário mantém os investidores na defensiva e a aversão ao risco elevada nos mercados internacionais e locais, embora nesta abertura na Europa, os mercados estejam tentando uma recomposição das fortes perdas de ontem”, conclui a especialista.
Cenário
No entanto, o nervosismo ronda os mercados. Na véspera, conforme amplamente adiantado pela imprensa internacional, o “supercomitê” norte-americano anunciou no final da última noite o fracasso em se chegar a um acordo entre republicanos e democratas sobre as medidas necessárias para reduzir o déficit público em pelo menos US$ 1,2 trilhão pelos próximos dez anos.
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Ainda que o “supercomitê” do Congresso tenha admitido que não entrou em acordo, a Standard & Poor’s e Moody’s mantiveram a classificação de risco da maior potência mundial.
Por outro lado, a Fitch Ratings disse que espera concluir sua revisão do rating norte-americano até o fim de novembro. Em um comunicado divulgado em agosto, a agência comentou que o fracasso do “supercomitê” em alcançar um acordo provavelmente resultaria em uma ação de rating negativa.
Indicadores
Na agenda doméstica desta terça-feira a FGV (Fundação Getulio Vargas) anunciou a segunda prévia de novembro do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), que marcou inflação de 0,40%.
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Ainda por aqui, o Banco Central publica a Nota do Setor Externo, relatório contendo informações sobre o balanço de pagamentos e as reservas internacionais do governo brasileiro em setembro.
Nos Estados Unidos, o destaque da sessão fica por conta da divulgação da ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee). Também nos EUA, o Departamento de Comércio revela a segunda prévia do PIB e de seu deflator baseados no terceiro trimestre.