Fato real

Em política, no Brasil, nada se cria, tudo se copia. E piora

Esta aí a reforma política que a Câmara está discutindo e votando. Se for pelo caminho que está indo, terá pouca ou nenhuma renovação no panorama da política nacional. E diversos retrocessos

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Notícia na coluna da “Folha de S. Paulo” de hoje, dedicada a fatos ocorridos 50 anos atrás.

“Congresso abrirá debate sobre reforma parlamentar no Brasil”

DO BANCO DE DADOS – Senado e Câmara devem começar a discutir na semana que vem, de forma conjunta, propostas para uma futura reforma parlamentar no Brasil.

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A ideia de lançamento solene da reforma do Congresso veio do deputado federal Guilherme Machado. “Neste país, quando não se levanta o mastro com charanga e fogos, os santos ficam desprestigiados”, afirmou o parlamentar.

Já o deputado Otávio Bilac está encarregado de dar início aos debates com uma longa exposição sobre a crise que atinge os parlamentos no sistema presidencialista.”

Como se vê, a reforma política (naquela momento chamada de “reforma parlamentar” é discutida no Brasil desde sempre. Com mínimos avanços positivos e imensos retrocessos. Quando alguma coisa acontece, pois a maior das propostas vai simplesmente para a lata do lixo.

Não parece que vai ser diferente agora, com o projeto comandado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Pelo andar da carruagem, pode não dar em nada. E pelo que se aprovou em primeiro turno na Câmara, até o momento, o que de bom tivemos nos últimos pode ser sepultado, como é o caso do direito à reeleição. E possíveis avanços, como o fim do voto obrigatório, serão negados.

E assim vai a nave do Congresso, cada vez mais repudiada pela opinião pública e a cada dia mais cara para a sociedade.

No Brasil, em matéria de política, nada se cria, tudo se copia. E piora.

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