Em outubro, custo de vida sobe mais para paulistanos com menor renda

O ICV para o estrato 1 registrou variação de 0,53%, contra 0,38% para o estrato 2 e 0,26% para o estrato 3, segundo o Dieese

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,33% em outubro. A taxa, 3 pontos-base acima da apurada em setembro, pesou bastante no bolso das famílias do estrato 1, com renda mais baixa.

As informações, divulgadas nesta terça-feira (6), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida) apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Por renda

Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 0,53% em outubro. Um mês antes, o índice havia sido de 0,49%, o que representa aumento de 4 pontos-base.

Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços subiram 0,38% no mês passado, frente ao 0,35% de setembro, o que mostra um acréscimo de 3 pontos-base.

Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida registrou variação positiva de 0,26% no décimo mês do ano. Em setembro deste ano, a inflação havia sido de 0,24%, o que significa uma aceleração de 2 pontos-base.

Principais variações

No mês passado, a forma como as famílias distribuem os gastos resultou em impactos inflacionários distintos, principalmente por conta da alta nos alimentos, que afetou mais as famílias de menor nível de rendimento.

Em outubro, os preços do setor de Alimentos subiram 0,99%, em média. Para as famílias do estrato 1 a alta foi de 1,10%; para as do estrato 2, de 0,99%; e para as de maior poder aquisitivo, do estrato 3, de 0,93%.

Por outro lado, os custos do segmento de despesas diversas ficaram 0,93% menores entre setembro e outubro. Entre as pessoas de menor renda, a queda foi de 0,99%; para as do estrato 2, de 0,98%; e para as mais abastadas, de 0,88%.

Acumulado

No acumulado do ano, o índice geral aponta alta de 3,38%. Neste período, os mais atingidos com a alta foram os pertencentes ao estrato 1 (3,73%). Para o estrato 3, o avanço teve impacto de 3,35% e para o 2, houve alta de 3,26%.

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Nos últimos 12 meses, quando o acumulado aponta inflação de 4,39%, houve impacto positivo nos índices das três faixas de renda, com destaque para o estrato 1 (5,32%). Os estratos 2 e 3 registraram inflação de 4,66% e 4,07%, respectivamente.

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