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SÃO PAULO – Pesquisa realizada pela Nielsen revelou que os brasileiros desembolsaram mais para comprar itens da cesta Mercearia Salgada nos oito primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2007. A categoria encareceu 8,6%, a maior alta de preços entre todas as oito cestas analisadas.
De acordo com os dados, de auditoria da Nielsen, que verifica regularmente 156 categorias de produtos em diferentes pontos-de-vendas do Brasil, os grandes impulsionadores do encarecimento da categoria foram a farinha de trigo, com 19,3% de alta de preços de janeiro a agosto, arroz (+11,4%), massas alimentícias (+10,1%) e temperos industrializados (+4,5%).
Para o coordenador de Pesquisas Especiais da Nielsen, Filipe Aboláfio, o aumento dos preços do arroz e do trigo, principal matéria-prima de massas e farinhas, impulsionou toda a cesta. “Durante a fase mais aguda da chamada ‘crise dos alimentos’, entre abril e setembro deste ano, o setor ficou descapitalizado frente à forte alta destes produtos e, inevitavelmente, os aumentos foram repassados aos consumidores”, afirmou.
Demais produtos
Além da cesta Mercearia Salgada, apenas a dos Perecíveis teve um aumento de preços significativo, de 1,4%, de acordo com a tabela abaixo:
| Comportamento de preços | |||
| Cesta | Preços | ||
| Outros* | 5,2% | ||
| Bebidas alcoólicas | -0,5% | ||
| Bebidas não-alcoólicas | -1,4% | ||
| Higiene, saúde e beleza | 0,1% | ||
| Limpeza | -2% | ||
| Mercearia doce | sem variação | ||
| Mercearia salgada | 8,6% | ||
| Perecíveis | 1,3% | ||
Fonte: Nielsen
*Cigarros, alimentos para pets, lâmpadas e outros
A pesquisa revelou que, de janeiro a agosto de 2007, apenas 0,6% das categorias analisadas variaram seus preços acima de 10%. Este ano, por sua vez, no mesmo período analisado, 5,1% das categorias já variaram seus preços acima deste nível.
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Vendas
Os dados ainda mostraram que a cesta de Mercearia Doce foi a que mais sofreu com a redução do volume de vendas, caindo 2,5 pontos percentuais, fato explicado, de acordo com o coordenador da Nielsen, pela queda da venda de leite asséptico (-4,6%) e de leite em pó (-10,8%), sendo que este último teve aumento de preços de 33,5%.
Categorias como shampoo, pós-shampoo (condicionador), sabonete e desodorante foram as responsáveis pela diminuição de 2% no volume de vendas da cesta de higiene, saúde e beleza.