Em novembro, brasileiro trabalha 2 horas a mais para comprar cesta básica

Jornada exigida subiu de 94 horas e 04 minutos em outubro para 96 horas e 13 minutos no mês passado, aponta Dieese

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SÃO PAULO – Com a alta nos preços dos produtos da cesta básica verificada em 15 das 17 capitais analisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em novembro, subiu em 2 horas e 9 minutos o tempo de trabalho necessário para comprar o conjunto de alimentos, se comparado ao tempo usado em outubro.

Enquanto no décimo mês do ano o trabalhador brasileiro precisava de 94 horas e 04 minutos, em média, para adquirir produtos essenciais, em novembro, a jornada exigida subiu para 96 horas e 13 minutos.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta segunda-feira (5). Em novembro de 2010, a mesma cesta exigia 98 horas e 12 minutos de trabalho.

Mais tempo de trabalho em Porto Alegre
No mês passado, Porto Alegre foi a capital onde as pessoas mais precisaram trabalhar para comprar a cesta básica: 112 horas e 53 minutos, 56 minutos a mais do que no mês anterior. Em seguida, aparecem São Paulo (111 horas e 32 minutos) e Florianópolis (108 horas e 25 minutos).

As capitais onde as pessoas tiveram de trabalhar menos, na comparação com as demais cidades, no mês passado, foram Aracaju (73 horas e 23 minutos), João Pessoa (80 horas e 02 minutos) e Salvador (82 horas e 48 minutos).

Ranking
Confira, na tabela abaixo, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em novembro, por capital:

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Posição Cidade Horas trabalhadas
1º Porto Alegre 112h53m
2º São Paulo 111h32m
3º Florianópolis 108h25m
4º Vitória 106h32m
5º Rio de Janeiro 105h38m
6º Manaus 104h17m
7º Belo Horizonte 103h37m
8º Curitiba 102h12m
9º Brasília 100h34m
10º Belém 98h01m
11º Goiânia 94h20m
12º Recife 84h59m
13º Fortaleza 83h20m
14º Natal 83h09m
15º Salvador 82h48m
16º João Pessoa 80h02m
17º Aracaju 73h23m