Em Nova York, Eike Batista diz que compra fatia da Vale se tiver chance

Empresário não confirma negociações com a Previ sobre a Vale, mas se diz disposto a comprar caso haja oportunidade

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SÃO PAULO – Em jantar em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova York (EUA) na última segunda-feira (21), o empresário Eike Batista afirmou que pensa em adquirir uma parcela da mineradora Vale, caso tenha chance.

Sem admitir que esteja em negociações para a compra de participação na Vale, o empresário afirmou que o grupo tem muito capital e, se houver espaço no mercado, ele pode firmar acordos na área. “Nós estamos sempre analisando este tipo de coisa”, comenta.

Nesta semana, a imprensa brasileira noticiou a intenção de compra por Eike das ações em mãos da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Segundo o jornal Valor Econômico, o atual presidente do grupo EBX já tem planos para a mineradora, caso venha a participar do controle da companhia.

Vale

Apesar de se recusar a dar mais depoimentos sobre o assunto, na mesma noite, Eike também comentou sobre o potencial de crescimento que a Vale pode trazer para o Brasil.

Ele falou que a infra-estrutura do país pode ser ampliada em ritmo rápido com a ajuda da Vale, maior companhia privada do país. Isso incluiria, segundo ele, a construção de siderúrgicas.

“O Brasil é o produtor de aço mais barato do mundo. É por isso que eu acho que [a Vale] pode fazer mais para construir usinas de aço e outra infraestrutura”, afirmou a repórteres.

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A empresa já anunciou investimentos no setor de infraestrutura do Brasil, com construção de siderúrgicas, hidrelétricas, portos e ferrovias.

Pré-sal

Eike não foi somente questionado em relação a seus planos de compra das ações da Vale. Outro tema levantado pelos jornalistas no jantar foi a participação da OGX, braço de petróleo e gás do grupo EBX comandado pelo empresário, no pré-sal.

“Foi a tecnologia da Petrobras que descobriu aquele petróleo e é a Petrobras que começará a explorar. O setor privado brasileiro pode ganhar acesso às reservas do subsal após algum tempo”, explicou.

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Para ele, pode levar ainda alguns anos até que as petrolíferas privadas brasileiras comecem a participar mais intensamente das explorações do pré-sal, como é o caso da OGX.

De acordo com o porta-voz da EBX, a empresa tem planos de investir até US$ 10,2 bilhões em áreas como mineração, petróleo, logística e aço até 2012. Na semana passada, a OGX iniciou as perfurações na bacia de Campos.

Atualmente, o braço petroleiro do grupo é a maior companhia privada do setor de petróleo e gás do país e possui um portfólio de 22 blocos exploratórios.