Em meio a “sell-off”, Credit afirma: Brasil é mais resistente do que se pensa

Para o banco, o movimento de alta de juros e a possível reação na política fiscal levam o País a ter maiores intrumentos para enfrentar o cenário adverso no curto prazo

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SÃO PAULO – Em meio à recente fuga de investidores estrangeiros, do qual o Brasil não escapou, os emergentes não são vistos de forma tão negativa por todo o mercado. E, em relatório, a equipe econômica do Credit Suisse destacou que o “Brasil é mais resistente do que se pensa”, avaliando que o movimento de alta de juros e a possível reação na política fiscal levam o País a ter maiores instrumentos para enfrentar o cenário adverso no curto prazo.

Vale ressaltar porém, destaca a equipe estratégica do banco, as perspectivas de desaceleração do crescimento chinês e a redução do programa de estímulos nos Estados Unidos seguem sendo os maiores fatores de preocupação no longo prazo.

Fatores estes que levaram à desvalorização do real e que fizeram as autoridades monetárias brasileiras a introduzir um regime de intervenção sistemática no câmbio em agosto de 2013, destacam os analistas do banco. Naquele mês, o Banco Central iniciou um programa de leilões de swap cambial e venda de dólares com compromisso de recompra, de modo a segurar a desvalorização da moeda brasileira.

“Desde a nossa última avaliação, os fatores negativos estão em linha com as nossas expectativas. Em particular, nota-se que preocupações sobre as perspectivas fiscais ruins e o aumento das expectativas de inflação desencadearam uma resposta política forte, tanto no campo monetário quando fiscal”, ressalta o banco.

Curto prazo X Longo prazo
Com isso, o Credit Suisse afirma que o País tem bons instrumentos para reação em meio às ameaças de curto prazo, com a “atração implícita na perspectiva de mais aperto monetário combinada com uma política fiscal mais conservadora sugerindo que o Brasil pode realmente estar mais bem equipado que a maioria de seus vizinhos para enfrentar o aumento do desconforto do mercado sobre o crescimento emergente no curto prazo”. 

Porém, no longo prazo, o Credit acredita que os fatores de risco como China e EUA devem levar à desvalorização da moeda enquanto que, no curto prazo, as perspectivas de outro ciclo de desvalorização do real são baixas.

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O banco segue com a perspectiva de taxa de câmbio de R$ 2,40 para três meses e de R$ 2,58 para um período de 12 meses. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.