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SÃO PAULO – Em meio a novas ocorrências de atrasos e cancelamentos de vôos, como a pane no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta 1) domingo (18) e os já conhecidos problemas na pista principal do Aeroporto de Congonhas, que é fechada quando chove muito, a companhia aérea Gol anunciou o retorno de sua promoção “Viaje por R$ 50”.
Os bilhetes com preços diferenciados são vendidos desde esta quinta-feira (22) e estarão disponíveis até o dia 21 de maio.
Horário
De acordo com a empresa, as vendas estarão disponíveis, durante a semana, das 22h às 6h. Aos finais de semana, a compra poderá ser feita a partir das 22h de sexta até as 6h de segunda-feira.
Os clientes do programa Voe Fácil, que também poderão parcelar as despesas em até 36 vezes, podem adquirir os bilhetes a qualquer horário durante todo o período da promoção. O número de assentos promocionais é limitado. A promoção é válida para viagens realizadas no período de 22 de março a 20 de junho.
Restrições
A Gol informou, por meio de nota, algumas restrições: a comercialização das passagens só poderá ser feita por meio de seu site (www.voegol.com.br). Além disso, os consumidores devem adquirir trechos de ida e volta e permanecer, no mínimo, duas noites no destino.
Trechos e datas em oferta podem ser trocados pela companhia todos os finais de semana. Foi lembrado ainda que, dependendo do valor da compra, o parcelamento poderá ser realizado em até seis vezes sem juros nos cartões de crédito.
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Problemas nas empresas
Na última quarta-feira (21), o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, justificou as novas ocorrências de cancelamento e atraso de vôos e afirmou que não existe crise no setor. Os problemas apresentados em pousos e descolagens, afirmou, é resultado da gestão das próprias empresas.
De acordo com a Agência Brasil, em sua avaliação, os entraves no setor começaram em março de 2006, quando a Varig cancelou vôos, gerando “uma enorme confusão” nos seis meses seguintes. O problema se agravou com o afastamento dos controladores de vôo que estavam trabalhando no dia do acidente com o avião da Gol, bem como de outros profissionais que pediram licença-médica. Além disso, disse o ministro, houve problemas com seis aeronaves da TAM e com as chuvas deste verão.
Mares Guia afirmou que o governo investiga “a fundo” a falha ocorrida no Cindacta 1. Além disso, citou o fechamento sistemático de Congonhas como causador do “efeito dominó” em todo o Brasil.