Em meio a dados divergentes sobre os EUA, Global 40 fecha com tímida variação

Projeções para as financeiras trazem cautela aos investidores; risco-Brasil fecha estável, após forte alta ao longo do dia

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SÃO PAULO – Em uma sessão agitada por divulgações contrastantes na agenda econômica dos EUA, o Global 40 terminou com tímida queda nesta sexta-feira (27). Na esfera corporativa, as projeções pessimistas para os bancos norte-americanos foram, mais uma vez, o principal destaque.

O nível de confiança dos consumidores norte-americanos registrou queda em junho a seu menor nível em 28 anos, enquanto que, na Europa, indicador similar registrou seu menor patamar desde 2005. Na contramão, a inflação medida pelo núcleo do PCE em maio veio abaixo do esperado.

Pelo lado corporativo, a AIG (-1,42%) anunciou que assumirá perdas bilionárias de suas subsidiárias no valor de US$ 5 bilhões. E ainda, o Lehman Brothers (-1,59%) elevou suas estimativas de prejuízo à Merrill Lynch (-1,06%).

Em adição, com uma possível diminuição no rating pela agência de risco Moody’s, os papéis do banco Morgan Stanley (-0,33%) acumularam fortes perdas. Na mesma linha, MBIA e Ambac, com projeções de novas perdas contábeis, tiveram suas ações desvalorizadas.

Global 40 recua

O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,11% na noite desta sexta-feira, cotado a 133,95 centavos de dólar.

O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 220 pontos-base, mantendo-se praticamente estável em relação ao fechamento anterior.

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Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:

Ativo Último Fech. Anterior Var %
Global 40 133,95 134,10 -0,11