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SÃO PAULO – De acordo com a Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Conservação de Energia), o Brasil desperdiça cerca de R$ 10 bilhões em energia por ano, o que equivaleria a 5% do que é pago todo o mês na conta de luz.
O setor público seria o campeão do desperdício, gastando desnecessariamente 45% do que consome, informa a diretora executiva da Abesco, Maria Cecília Amaral. Em seguida, estariam os setores de comércio e serviços (17%) e industrial (13%).
Além disso, o uso de transformadores antiquados, a precariedade das redes públicas de iluminação e chuveiros, lâmpadas e eletrodomésticos velhos agravam a situação, somando 16% de toda a energia desperdiçada, alerta o diretor do Deinfra (Departamento de Infra-Estrutura da Fiesp), Luiz Gonzaga Bertelli.
Futuro
Estudos realizados pelo Deinfra apontam que pode faltar energia no Brasil a partir de 2010, levando em conta que o consumo energético aumentou mais do que a capacidade de produção do País.
O órgão também prevê que a energia elétrica ficará cada vez mais cara, já que falta atrativo para investidores construírem hidrelétricas. “A carga tributária do setor elétrico chega a 50%”, diz Bertelli.
Altentivas
Como alternativa, o diretor acredita em investimentos na produção de energia de biomassa. “Uma das soluções seria aproveitar o bagaço de cana para gerar energia, mas faltam políticas públicas e uma matriz energética pra isso”, diz. Segundo Bertelli, o Centro-Sul do País (onde estão concentradas as usinas e as plantações de cana-de-açúcar) tem condições de produzir 15 mil megawatts a partir da biomassa.
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O governo federal anunciou, na última semana, que está estudando formas de incentivar a substituição de chuveiros elétricos por energia solar. Segundo a diretora do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energias, Laura Porto, o projeto pretende focar a população de baixa renda e setores de serviços e comércio.