Em março, preço da alimentação caseira subiu mais que de restaurante

De acordo com o IPCA-15, as altas foram de, respectivamente, 1,55% e 0,55%. Apenas em Curitiba tendência foi contrária

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SÃO PAULO – De fevereiro para março, ficou mais caro comer dentro de casa do que em restaurantes. É isso o que mostra prévia da inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15). Conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta sexta-feira (23), as altas foram de, respectivamente, 1,55% e 0,55%.

Além disso, a compra de alimentos foi a que apresentou maior encarecimento dentro dos grupos pesquisados pela entidade (Alimentação, Habitação, Vestuário, Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais e Educação), com 1,21%.

Produtos

Analisando o valor dos produtos comprados para a despesa de casa, na média nacional, as maiores altas foram registradas em cenoura (35,45%), cebola (24,35%), tomate (22,05%), ovos (9,19%), farinha de mandioca (6,08%), frango (6,05%), café (5,28%), frutas (4,58%), batata-inglesa (4,46%) e hortaliças (3,91%).

Por outro lado, quando o assunto é comer fora, bebidas alcoólicas (exceto cerveja e chopp) tiveram a maior alta de preços entre fevereiro e março: 1,15%. Em seguida veio o cafezinho, com 0,86%; doces, com 0,72% e, empatados, café da manhã e chopp, com 0,63% cada.

Capitais

Por capitais pesquisadas, apenas em Curitiba a alimentação em domicílio subiu menos que comer fora de casa, com as variações sendo de, respectivamente, 0,70% e 0,74% sobre fevereiro. Veja na tabela abaixo as demais regiões analisadas:

Capital Alimentar-se em casa Alimentar-se fora
Rio de Janeiro 1,88% 0,01%
Porto Alegre 2% 0,32%
Belo Horizonte 1,46% 0,57%
Recife 1,44% 0,92%
São Paulo 1,42% 0,72%
Distrito Federal 0,56% 0,42%
Belém 1,99% 0,60%
Fortaleza 1,08% 0,29%
Salvador 2,34% 1,06%
Curitiba 0,70% 0,74%
Brasil 1,55% 0,55%


Fonte: IBGE

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Geral

Conforme o IBGE, o índice geral variou 0,41% em março, apresentando desaceleração frente ao 0,46% de fevereiro.