Em guidance para 2010, GOL estima avanço de 12,5% a 18% da demanda

Empresa vê cenário favorável no País, com crescimento da classe média; taxa de ocupação deve chegar a 70%

Publicidade

SÃO PAULO – Prevendo um “cenário favorável” para o setor aéreo no País em 2010, a GOL (GOLL4) divulgou nesta quarta-feira (24) seu guidance para o ano.

Entre as principais projeções da companhia está um crescimento de demanda para o setor entre 12,5% e 18%, ou 2,5 e 3 vezes o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Segundo a GOL, a estimativa se baseia no histórico dos últimos anos e no crescimento acelerado da classe média brasileira e do turismo na região.

De acordo com a empresa, o fortalecimento das atividades econômicas no Brasil e América do Sul também deve impulsionar a demanda, assim como a exposição do País a eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

“A diferença de 5,5 pontos percentuais entre a expectativa de crescimento máximo e mínimo da demanda está ligada à volatilidade das cotações do real frente ao dólar, petróleo e de manutenção de sua correlação histórica”, explica a empresa, que destaca que quanto menor a volatilidade desses ativos, maior será sua habilidade em incentivar a demanda.

Capacidade operacional e taxa de ocupação
Para acompanhar as projeções em relação à demanda, a GOL anunciou que pretende aumentar sua frota em três aeronaves, além de elevar o total de assentos ao promover mudanças no mix de sua frota.

Ademais, a empresa estima que a taxa de ocupação média se aproxime de 70% no ano, com yields estáveis em relação a média de 2009. “A faixa de yield entre R$ 19,50 e R$ 21,00 contempla cenários de menor ou maior volatilidade no mercado de capitais e/ou mudanças no cenário econômico ou no perfil dos consumidores”, aponta a GOL.

Continua depois da publicidade

Já em relação aos custos, a companhia estima gastos entre R$ 0,85 e R$ 0,89 por assento quilômetros voados, excluindo combustíveis – abaixo do guidance de R$ 0,92 de 2009. Os principais motivos para os menores custos são a redução do número de aeronaves não operacionais, aumento da taxa de utilização média e impacto positivo da taxa de câmbio.