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SÃO PAULO – Com as expectativas voltadas para a decisão do Federal Reserve, a sessão desta quarta-feira (12) traz leve tom positivo aos mercados externos, também influenciados pela divulgação de resultados corporativos.
Entre as companhias que divulgam seus resultados nesta sessão, o maior destaque vai para o desempenho decepcionante da seguradora ING e da fabricante de alimentos Nestlé, ao passo em que nos EUA a expectativa maior é pelos números da construtora Toll Brothers.
No entanto, é grande a ansiedade de investidores em relação à decisão da autoridade monetária norte-americana, especialmente em torno de possíveis sinais da estratégia de saída da atual política com estímulos extraordinários.
Paul Donovan, economista do UBS, afirma não esperar por mudanças nas palavras de maior peso do comunicado do Fed, sem também aguardar pelo aumento dos programas de aquisição de ativos. “Na verdade, não esperamos muita coisa para hoje”, destaca.
Noticiário corporativo
A seguradora holandesa ING vê seus papéis caírem cerca de 3,4% na bolsa de Amsterdã, após divulgar queda de 96% em seu lucro líquido no segundo trimestre, para € 71 milhões.
Já a fabricante de alimentos Nestlé registrou queda de 2,8% no lucro líquido relativo ao primeiro semestre deste ano, atingindo € 5,07 bilhões.
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No Reino Unido, o banco Lloyds acertou a venda de uma unidade de investimentos para o Bank of New York Mellon por US$ 387 milhões, no momento em que autoridades britânicas estudam elevar a permissão para o pagamento de bônus aos funcionários de instituições financeiras.
Perspectivas
Os mercados futuros nos Estados Unidos operam em leve alta nesta sessão, antes da divulgação de dados sobre a balança comercial e a política fiscal do país. Também na Europa as bolsas de valores voltam a operar no campo positivo, trazendo tom levemente favorável aos negócios domésticos.
No último pregão, o Ibovespa registrou queda de 1,88%, atingindo 55.761 pontos. Segundo analistas da corretora Ágora, “o Ibovespa refletiu o desapontamento exagerado dos agentes econômicos com o dados econômicos chineses. Além disso, a maior pressão de realização nas bolsas americanas também foi inflada pelos temores relativos aos processos de crédito”.