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SÃO PAULO – O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, irá discursar às 11h (horário de Brasília), fala esta que está gerando grandes expectativas pelo mercado.
A expectativa é de que venha uma sinalização mais clara sobre o que pode ser feito com o Quantitative Easing 3, o programa de estímulos do governo que consiste na compra mensais de US$ 85 bilhões em títulos.
Entretanto, o presidente do Fed deve manter seu tom pacifista – ou dovish – quando falará ao Congresso norte-americano. Além disso, conforme aponta reportagem do CNBC, é provável ele dissipe qualquer indicação de que a autoridade monetária está pronto para cortar a sua política de flexibilização.
Após diversos presidentes regionais do Fed sugerirem que já é hora de iniciar a retirada do programa de estímulo QE3, na última terça-feira (21) o discurso de dois importantes membros do Fomc esfriaram as expectativas: o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard disse que a autoridade dos EUA deve continuar com seu programa, enquanto William Dudley, do Fed de Nova York, disse não saber dizer se o programa irá recuar ou aumentar.
Dovish X Hawkish
Conforme aponta o estrategista da Nomura das Américas, George Gonçalves, o cenário dovish está tomando as rédeas no cenário norte-americano, enquanto os hawkishs já tiveram os seus dias de sol. Mas o que significam esses termos?
O termo dovish é um neologismo inglês que deriva da palavra pombo em inglês (dove), que reflete uma postura de autoridades de mercado de taxas de juros mais baixas e uma postura mais tolerante com a inflação. Já o termo hawkish é o contrário, derivado do termo falcão em inglês (hawsk) definindo os defensores de juros mais altos e de uma política de austeridade mais forte.
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Assim, aponta Gonçalves, o mercado de títulos deve continuar “feliz” porque Bernanke vai reiterar o tom de seu discurso – dovish -, uma vez que ele ainda está cauteloso, mas construtivo sobre a economia.