Em dia volátil, dólar passa a operar em queda nesta tarde, cotado a R$ 1,774

Investidores avaliam fluxo cambial brasileiro e confirmação de nova captação do FMI; Copom é aguardado após o pregão

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SÃO PAULO – Após uma manhã de forte volatilidade, alternando entre perdas e ganhos ao longo do intraday, o dólar comercial esboça consolidar um movimento de queda na tarde desta quarta-feira (18), registrando queda de 0,37%, cotado a R$ 1,774 na venda.

No câmbio externo, a moeda desvaloriza-se diante do euro (-0,75%), da libra (-0,57%) e do franco suíço (-0,66%) e aponta leve valorização frente ao iene (+0,01%). Os investidores seguem com maior apetite por risco mesmo diante das incertezas do noticiário externo especialmente as condições adversas na Zona do Euro. 

Nesta quarta-feira, a emissão de títulos públicos realizada por Portugal trouxe alívio para os mercados. O país conseguiu levantar o total pretendido durante o leilão, de € 2,5 bilhões, em papéis de curto prazo, a rendimentos iguais ou menores aos investidores, na comparação com a última oferta.

Já mais na parte da tarde, o FMI (Fundo Monetário Internacional) confirmou que pretende fazer um aumento adicional de US$ 500 bilhões em recursos para enfrentar a crise que abala a Zona do Euro.

Momentum positivo no mercado
Especialistas argumentam ainda que também os sinais de que a economia da China segue crescendo corroboram para este movimento otimista. Ademais, a divulgação dos resultados trimestrais melhores que o esperado dos bancos nos EUA também impulsionam o humor dos investidores. Nesta quarta-feira, foi a vez do Goldman Sachs superar as estimativas dos analistas.

“O mercado de câmbio, neste momento, repercute um cenário de curtíssimo prazo, fomentado por um humor positivo capaz de estimular os negócios, mas que, certamente, está um tanto afastado das perspectivas de médio e longo prazos. Neste caso, prevalecem ainda as inúmeras incertezas que poderão não sancionar o sentimento atual”, alerta o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Nehme.

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No aguardo do Copom
Ainda nesta data, o mercado aguarda o fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que deve ocorrer após o fechamento do mercado. A expectativa dos analistas é de que a taxa básica de juros, a Selic, seja reduzida em mais meio ponto percentual, indo para 10,5%.

Enquanto a decisão Há pouco foi revelado o fluxo cambial até a segunda semana de janeiro, que apontou saldo positivo de US$ 3,059 bilhões, um aumento expressivo em relação à última semana. “O fluxo cambial permite que ocorra um movimento de apreciação do real frente ao dólar o que como consequência, tira pressão sobre as taxas do cupom cambial que declinam. O fluxo financeiro está justo com entradas e saídas, prevalecendo o fluxo comercial, que pode não se sustentar’, diz Nehme.

Já na agenda dos EUA, o Departamento de Trabalho reportou o PPI (Producer Price Index), índice de preços no atacado, registrou queda de 0,1%, enquanto em novembro havia registrado alta de 0,3%. Já o Industrial Production apresentou avanço de 0,4% em dezembro, resultado abaixo das projeções do mercado, de alta de 0,5%.