Em dia instável, dólar inverte sinal após intervenção do BC e fecha em alta de 0,54%

Indicadores econômicos dos EUA e declarações de Greenspan e de Meirelles são analisados nesta quinta-feira volátil

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SÃO PAULO – O dólar comercial mostrou-se muito volátil durante esta quinta-feira (21). Após apresentar ganhos próximos de 0,8% durante a manhã, aparentando um ajuste em virtude das últimas perdas, a moeda norte-americana inverteu sua tendência pela tarde, no entanto, após nova intervenção do Banco Central, a divisa voltou ao campo positivo e fechou com alta de 0,54%, cotada a R$ 2,036.

O corte nas projeções da economia dos EUA divulgada na ata do Fed da sessão anterior ainda repercutiu nos mercados, que apresentaram perdas nesta sessão. Indicadores econômicos aquém do esperado e queda nas commodities também favoreceram queda, em dia que contou ainda com declarações de Alan Greenspan e Henrique Meirelles.

Pela décima sessão consecutiva, o Banco Central interviu no mercado cambial ao comprar dólares em leilão no mercado à vista, a uma taxa de R$ 2,022. Tal operação ocorreu entre às 15h06 e às 15h16 (horário de Brasília), colaborando com a inversão de sinal da divisa dos EUA.

Declarações

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O presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, o Brasil “está comprando parte daquilo que foi desprendido durante a crise” ao falar sobre a recomposição das reservas, após participar da abertura da Conferência Brasil – União Europeia.

Meirelles ainda afirmou que tem alertado investidores contra o “excesso de euforia” na aposta em tendências sobre a cotação do dólar. Segundo Meirelles, “o movimento dos mercados, como muitas vezes ocorre, é súbito”. O presidente do BC ainda comentou que as empresas “no passado tiveram prejuízos importantes por apostar em tendências de uma forma exagerada”.

Sobre o retorno do fluxo cambial positivo no Brasil, o presidente da autoridade monetária afirmou que “o mercado internacional já começa a apostar que o Brasil sai antes da crise (do que os demais países)”, destacando também que o País continua a apresentar “fundamentos fiscais sólidos”.

Por sua vez, o ex-presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, declarou que “ainda existe muito capital a ser levantado no sistema bancário comercial norte-americano”, reacendendo as preocupações em torno do setor. Greenspan ainda prevê que as perdas relacionadas a crédito têm grande chance de aumentarem, enquanto os preços dos imóveis não aplanarem.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0340 na compra e R$ 2,0360

na venda, alta de 0,54% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 13,08%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 6,73% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 12,88%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.039,
estávl em relação ao fechamento

da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em leve baixa,
atingindo R$ 2.052 frente
à R$ 2.054 do fechamento de

ontem.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,0360000

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,20% para julho de 2009, 0,10 ponto percentual acima do fechamento anterior.

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