Em dia do ajuste, OGX dispara 33% e se recupera parcialmente da queda de sexta

Ação terminou longe de atingir o montante de abertura da última sexta-feira: para tanto, a valorização precisaria ser de 66,67%

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SÃO PAULO – Mais um dia de volatilidade: a OGX Petróleo (OGXP3) tem mais um dia de forte volatilidade nesta segunda-feira. Mas, desta vez, o movimento é contrário do registrado na última sexta-feira (30), quando as ações da companhia registraram forte queda de 40%, fechando a R$ 0,30, a maior queda da história dos papéis. As ações da companhia subiram 33,33%, a R$ 0,40, impulsionando o Ibovespa, que fechou em alta de 3,65%, aos 51.835 pontos. 

Contudo, a ação terminou longe de atingir o montante de abertura da última sexta-feira: para tanto, a valorização precisaria ser de 66,67%. Nesta sessão, destaque para grandes vendas por parte do BTG Pactual, que foi a segunda maior vendedora da ação, se desfazendo de 32,06 milhões de papéis. O maior comprador foi o Morgan Stanley, que adiquiriu 89,37 milhões a mais do que vendeu. Nesta segunda, fundos passivos correram para ajustar suas posições, fazendo com que a OGX tivesse volume em linha com a sua média dos últimos 21 pregões, mesmo com um feriado nos EUA. 

As últimas sessões foram bastante agitadas para o ativo e, principalmente, a última sexta-feira. A queda no último fechamento já era esperada: a ação sairia do índice MSCI na última sessão, seguido e replicado por muitos estrangeiros, o que indicaria uma saída desses mesmos investidores. Embora a ação tenha entrado no índice MSCI Small Caps, o volume de investidores que seguem este índice é muito inferior ao daquele.

O volume no leilão de fechamento da sexta foi muito forte, R$ 80 milhões – mais que o quádruplo que as ações costumam movimentar nos leilões da BM&FBovespa. A empresa foi excluída do índice, mantido em conjunto pelo Morgan Stanley e pela Capital International, por conta de um valor de mercado abaixo do previsto. O Itaú alertou da pressão negativa quando começou a especular que a ação seria excluída do índice. Contudo, a ação segue na nova carteira do Ibovespa, que entrou em vigor nesta segunda-feira. Nesta carteira, a OGX aparece com mais do que o dobro do peso em relação à última carteira, do dia 30 de agosto de 2013. 

Muitos dos maiores vendedores de ações da OGX na sexta-feira foram bancos estrangeiros, os mais usados pelos investidores de fora. O Credit Suisse vendeu 51 milhões de ações a mais que comprou, enquanto o JP Morgan teve saldo negativo de 36 milhões. Morgan Stanley e Merril Lynch, cada um, venderam cerca de 15 milhões de ações. 

E o noticiário seguiu agitado para a companhia. Em meio aos rumores de mercado frente à novas contratações para tentar superar a crise do grupo, a petrolífera do grupo EBX, de Eike Batista, confirmou em esclarecimento que contratou consultorias para “melhorar a estrutura de capital”, na última sexta-feira e que os trabalhos estão em andamento. De acordo com a petrolífera de Eike Batista, os trabalhos estão em andamento, mas não existe qualquer plano definido a respeito. 

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Outras ações do grupo registram ganhos nesta sessão
Também se destacaram na alta, mas sem registrar ganhos tão positivos quanto à OGX, a LLX Logística (LLXL3), teve ganhos de 13,29%, a R$ 14,62 e a MMX Mineração (MMXM3), que teve ganhos de 4,15%, a R$ 2,26 – na última sexta-feira, a companhia anunciou a venda de sua subsidiária no Chile, que será repassada para a Inversiones Cooper Mining.

Enquanto isso, a CCX Carvão (CCXC3) teve queda de 0,72%, aos R$ 1,38, enquanto a a OSX Brasil (OSXB3) perdeu 2,74%, aos R$ 0,71. A MPX Energia (MPXE3) fechou estável, aos R$ 4,90.