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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em forte alta de 2,65% nesta segunda-feira (13), aos 65.691 pontos. O índice voltou a registrar ganhos após as quedas das últimas três sessões. No dia do vencimento de opções sobre ações de fevereiro, o índice movimentou forte volume de R$ 13,178 bilhões, o maior do ano. O volume foi impulsionado pelo novo recorde de exercício de opções – alcançando R$ 6,301 bilhões. O índice viu 57 de suas ações apresentarem alta, enquanto 10 recuaram e 3 terminaram estáveis.
Um dos motivos para o otimismo foi a aprovação, na véspera, do pacote grego de medidas exigidas pela Troika – grupo formado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), BCE (Banco Central Europeu) e Comissão Europeia. O objetivo é garantir o segundo pacote de ajuda à Grécia, no valor de € 130 bilhões. O país necessita do financiamento até 20 de março, quando terá que reembolsar em € 14,5 bilhões os credores de dívida pública. Por lá, também manteve-se a expectativa de novas eleições em abril.
O desempenho econômico na Europa continua prejudicado pela crise, mas as exportações do continente para a China registraram forte avanço de 21% nos primeiros dez meses de 2011, quando o sentimento de aversão era ainda mais agudo. A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) revelou sinais de mudança positiva na tendência de crescimento de seus 33 países membros.
Fora do continente, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve enviar ao Congresso nesta segunda-feira uma proposta de orçamento para o ano de 2013. O objetivo é diminuir o déficit público no país até que a economia se estabilize. Já na Ásia, o Japão registrou contração acima do esperado no PIB (Produto Interno Bruto) durante o 4º trimestre de 2011.
Destaques de ações
A maior alta do Ibovespa ficou com a Gol (GOLL4), que registrou alta de 9,85% aos R$ 13,60 – acompanhando as boas perspectivas do Morgan Stanley, que retomou a cobertura do papel prevendo um desempenho acima da média do mercado. As imobiliárias seguiram o desempenho das ações da companhia aérea, com a Rossi Residencial (RSID3), a PDG Realty (PDGR3), a Brookfield (BISA3) e a MRV Engenharia (MRVE3) completando as cinco maiores altas do benchmark.
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| GOLL4 | GOL PN N2 | 13,60 | +9,85 | +9,32 | 60,34M |
| RSID3 | ROSSI RESID ON | 10,60 | +6,75 | +32,50 | 41,12M |
| PDGR3 | PDG REALT ON | 7,83 | +6,53 | +32,71 | 113,45M |
| BISA3 | BROOKFIELD ON | 6,53 | +5,49 | +31,92 | 15,72M |
| MRVE3 | MRV ON | 14,23 | +5,25 | +32,99 | 61,98M |
A maior queda ficou com as ações da Dasa (DASA3), que recuaram 2,12% aos R$ 16,15. Em dia de tomada de risco, as companhias elétricas ficaram entre as maiores quedas, com os ativos da Cesp (CESP6), as ações ordinárias da Eletrobras (ELET3) e da Copel (CPLE6). As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:
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| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| DASA3 | DASA ON | 16,15 | -2,12 | +4,19 | 69,25M |
| CESP6 | CESP PNB | 36,05 | -1,90 | +9,08 | 20,28M |
| ELET3 | ELETROBRAS ON | 18,83 | -0,84 | +5,56 | 13,97M |
| PCAR4 | P.ACUCAR-CBD PN | 73,50 | -0,68 | +9,70 | 17,43M |
| CPLE6 | COPEL PNB | 40,75 | -0,61 | +4,76 | 18,19M |
As ações mais negociadas, dentre as que compõem o índice Bovespa, foram:
| Código | Ativo | Cot R$ | Var % | Vol1 | Vol 30d1 | Neg |
|---|---|---|---|---|---|---|
| PETR4 | PETROBRAS PN | 24,36 | +3,66 | 1,09B | 683,96M | 51.066 |
| VALE5 | VALE PNA | 43,73 | +2,58 | 709,41M | 741,69M | 26.024 |
| OGXP3 | OGX PETROLEO ON | 17,38 | +3,33 | 376,75M | 294,93M | 21.911 |
| ITUB4 | ITAUUNIBANCO PN | 37,45 | +3,17 | 291,79M | 312,36M | 17.077 |
| BBAS3 | BRASIL ON | 26,39 | +1,19 | 236,81M | 195,38M | 14.629 |
| BBDC4 | BRADESCO PN ED | 31,32 | +1,49 | 217,37M | 204,58M | 13.917 |
| PETR3 | PETROBRAS ON | 25,99 | +2,93 | 159,20M | 180,58M | 15.606 |
| BVMF3 | BMFBOVESPA ON | 12,17 | +4,91 | 158,66M | 142,55M | 20.821 |
| RDCD3 | REDECARD ON | 36,10 | 0,00 | 142,06M | 161,66M | 7.258 |
| VALE3 | VALE ON | 45,45 | +2,53 | 122,96M | 196,75M | 7.992 |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)
Agenda doméstica
A agenda desta segunda-feira não contou com indicadores relevantes nos Estados Unidos. Por aqui, o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, reduziu quase todas projeções para fevereiro, exceto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Já o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) reportou o resultado semanal da balança comercial da segunda semana de fevereiro apontando saldo positivo de US$ 1,155 bilhão.
Bolsas Internacionais
Nos EUA, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, fechou em alta de 0,95% e atingiu 2.931 pontos. Seguindo esta tendência, o índice S&P 500 valorizou-se 0,65% a 1.351 pontos, da mesma forma, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, subiu 0,57% a 12.874 pontos.
Na Europa, o índice FTSE 100 da bolsa de Londres registrou alta de 0,91% e atingiu 5.906 pontos; no mesmo sentido, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt valorizou-se 0,68% chegando a 6.738 pontos e o CAC 40, da bolsa de Paris, subiu 0,34% a 3.385 pontos.
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Dólar
O dólar comercial fechou esta segunda-feira em queda de 0,67%, aos R$ 1,715 na venda – o patamar mínimo para moeda norte-americana desde 31 de outubro de 2011, quando fechou a R$ 1,7031. O mercado começa a avaliar uma menor chance de risco por conta de referências na Europa, o que leva à desvalorização do dólar, considerado um investimento mais seguro.
Renda Fixa
As taxas dos principais contratos de juros futuros fecharam em alta nesta sessão. O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 9,33%, 0,04 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,02% a 133,02% do valor de face.
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Já o indicador de risco-País registrou queda de 5 pontos-base nessa sessão, aos 193 pontos.
Agenda da próxima sessão
A agenda doméstica desta terça-feira (14) traz a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apresenta os indicadores calculados para cada região do País e o volume e o índice nominal de vendas no varejo para cada estado.
Nos Estados Unidos, os investidores acompanham a divulgação do Retail Sales, relatório que mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. Além disso, também será conhecido o Retail Sales Ex-Auto – que ignora a venda de automóveis, devido a sua volatilidade mês a mês.
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Ainda nesta data, o investidor conhecerá o Import Prices (ex-oil) com os preços dos bens produzidos nos país e vendidos ao restante do mundo, nesse índice são excluídas as cotações de petróleo. Também sai o Export Prices (ex-agr), indicador que exclui a produção agrícola norte-americana.
Será divulgado ainda o Business Inventories, indicador que aponta o nível de vendas e de estoques das indústrias e dos setores de atacado e varejo com base no mês vigente.