Em dia de poucas referências, clima é de cautela e bolsas operam em queda

Destaque vai para divulgação do New Home Sales, às 11h; na Europa, otimismo com bancos não é suficiente para reverter índices

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SÃO PAULO – Uma manhã tomada pela cautela, com investidores à espera de números sobre o mercado imobiliário norte-americano: assim é esta segunda-feira (26), de trajetórias levemente negativas às bolsas europeias e aos mercados futuros em Wall Street.

Em plena temporada de divulgação de resultados, o dia não traz nenhum anúncio de balanço trimestral de peso, com Boeing, Exxon e Merck devendo apresentar seus desempenhos apenas no decorrer da semana. E a escassez de referências não ajuda a acalmar os investidores.

No âmbito da agenda, a segunda-feira também é de poucos eventos. Às 11h00 (horário de Brasília), sai o New Home Sales referente a junho. O indicador mensura o número de imóveis novos vendidos nos Estados Unidos, sendo portanto um importante termômetro da atividade no mercado imobiliário.

Europa e Ásia
Na Europa, as principais bolsas também operam predominantemente no campo negativo. Os testes de estresse realizados com 91 instituições financeiras do continente reprovaram apenas sete, o que faz com que papéis de bancos europeus se destaquem na ponta positiva, como os do Société Générale, que sobem 2,67% em Paris.

Mas o otimismo com o setor financeiro não é suficiente para guiar os índices a valorizações. Entre as maiores quedas, estão as ações da farmacêutica GlaxoSmithKline, que caem forte na esteira de rumores de que a companhia estaria interessada em adquirir a Genzyme.

Na Ásia, as bolsas fecharam suas negociações em alta. A Moody’s elevou o rating de emissor em moeda local da Índia de “Ba2” para “Ba1”, mantendo uma perspectiva positiva. O rating do país em moeda estrangeira foi mantido em “Baa3”.

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Mas o destaque ficou por conta de rumores de que a China possa estender gastos com com construção de novas casas de baixa renda e projetos de infraestrutura, para fazer frente à desaceleração do investimento no país. Já o jornal Financial News noticiou que a receita fiscal da China pode crescer entre 13% a 17% neste ano, citando o líder do instituto de pesquisa do Ministério das Finanças, Jia Kang.