Em dia de menor aversão ao risco, dólar segue em queda a R$ 1,7378

Otimismo com reunião do G-20 reduz procura dos investidores pela moeda norte-americana, que opera com baixa de 0,73%

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SÃO PAULO – O dólar comercial dá sequência ao movimento de queda visto desde a abertura dos negócios e caminha para sua oitava sessão consecutiva de baixa frente o real nesta sexta-feira (14), na esteira da menor aversão ao risco que predomina nos mercados ao redor do globo. Na venda, a divisa opera cotada a R$ 1,7378, um recuo de 0,73%.

Nem mesmo o anúncio da véspera pela Standard & Poor’s, que cortou o rating da Espanha em um grau, passando de “AA” para “AA-“, com perspectiva negativa, tira o otimismo dos investidores, que operam em compasso de espera por uma medida eficaz para amenizar a crise fiscal na Zona do Euro, uma vez que os principais ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais do G-20 se encontram reunidos na França. Além disto, indicadores acima do esperado vindos da economia norte-americana contribuem para elevar o humor dos investidores.

Indicadores positivos
Da maior economia do mundo, o volume das vendas ao mercado varejista norte-americano, mensurado pelo Retail Sales, foi recebido com otimismo pelos investidores ao superar as estimativas durante o mês de setembro. Com alta de 1,1%, o indicador ficou acima das expectativas dos analistas para o período, que previam expansão de 0,6%. Já o Retail Sales ex-Auto, que exclui o item Automóveis, subiu 0,6% e veio melhor do que a projeção de 0,3% de analistas.

Por sua vez, o indicador Business Investories revelou que os estoques das empresas norte-americanas registraram expansão de 0,5% no mês de agosto, conforme divulgado pelo Departamento de Comércio dos EUA. O resultado veio levemente acima das projeções dos analistas de mercado, que previam avanço de 0,4%.

Em contrapartida, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan foi pior do que a esperada em outubro. O Michigan Sentiment apontou 57,5 pontos, resultado inferior às expectativas do mercado de 60 pontos e à medição anterior, de 59,4 pontos.

FMI em alerta
Por fim, Timothy Geithner, secretário do Tesouro norte-americano, em entrevista à CNBC, disse que o FMI (Fundo Monetário Internacional) possui recursos substanciais para financiar um veículo semelhante ao TARP (Trouble Asset Relief Program), programa estabelecido nos EUA durante a crise de 2008 no qual o governo do país comprou “ativos podres” do setor financeiro.

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Em meio aos rumores que se instauraram antes da reunião dos ministros de finanças do G-20 nesta sexta-feira sobre ampliar os recursos do FMI para prestar ajuda à Europa, o secretário do Tesouro ressaltou que os EUA já representam um importante papel no combate à crise europeia, uma vez que é o maior credor do Fundo.