Em dia de menor aversão ao risco, dólar comercial recua 0,24% e fecha a R$ 1,663

Presidente do Banco Central acredita que a pressão inflação deverá se deslocar para a meta, indicando fim de alta da Selic

Publicidade

SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em leve queda, de 0,24%, na terça-feira (22), terminando cotado a R$ 1,663 na venda. Por aqui, os investidores viram um pregão sem indicadores relevantes, com foco no discurso de Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, no Senado. O investidor também viu o governo intervir novamente para impedir a valorização excessiva do real ante ao dólar e um cenário externo colaborando para a diminuição da aversão ao risco. 

A autoridade monetária brasileira realizou uma única operação para a compra de dólares no mercado à vista entre às 15h59 (horário de Brasília) e às 16h04, com taxa de corte aceita em R$ 1,6629. 

Tombini foi a grande referência do dia, após discursar na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, onde afirmou que “a partir do segundo trimestre, a inflação mensal tende a se deslocar para níveis compatíveis com o centro da meta de inflação”, o que deu sinais de que o ciclo de elevação da taxa Selic possa estar próximo do fim. 

O presidente não deu muita ênfase para as medidas macroprudenciais previstas pelo mercado, nem anunciou nenhuma nova intervenção no câmbio. 

Cenário externo
O cenário de aversão ao risco foi enfraquecido, após autoridades japonesas estarem mais perto de colocar sob controle o complexo de Fukushima, após funcionários reconectarem as linhas de energia a todas as unidades de reatores da usina.

As tensões na Líbia também diminuíram, após um general norte-americano, e comandante das forças dos EUA no país norte-africano, afirmar que os ataques dos países ocidentais devem cessar em breve. 

Continua depois da publicidade

O dólar fecha a R$ 1,663
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6610 na compra e R$ 1,6630 na venda, baixa de 0,24% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar permanece sem variação em março, frente à baixa de 0,66% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 0,19%.

Dólar futuro na BM&F também em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril segue o dia cotado a R$ 1,666, baixa de 0,36% em relação ao fechamento de R$ 1,672 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em baixa de 0,27%, atingindo R$ 1,676 frente à R$ 1,680 do fechamento de ontem. 

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,6621000.

Continua depois da publicidade

FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,86 para maio de 2011, 0,09 ponto percentual abaixo ao que foi registrado na sessão anterior.