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SÃO PAULO – Em uma sessão de instabilidade, mas de variações apenas modestas, o dólar comercial registrou sua segunda desvalorização consecutiva.
A divulgação de dois índices de preços nesta quarta-feira trouxe tranqüilidade e contribuiu para o movimento da moeda norte-americana. O IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor-Fipe) da primeira quadrissemana de abril revelou desaceleração da inflação, enquanto a primeira prévia de abril do IGP-M apurou deflação maior do que no referencial anterior.
Nos EUA, no entanto, o déficit comercial de US$ 65,7 bilhões ficou abaixo das expectativas dos analistas, que giravam em torno de um déficit de US$ 67,5 bilhões, limitando a queda da divisa nesta quarta-feira.
Por fim, os altos preços do petróleo e as incertezas em torno do futuro do juro nos EUA também influenciaram as negociações.
BC comprou dólares
O Banco Central voltou a comprar dólares nesta quarta-feira e, segundo fontes de mercado, teria aceitado 8 propostas, com taxa de corte de R$ 2,1435.
Dólar voltou a cair
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1320 na compra e R$ 2,1330
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na venda, baixa de 0,23% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 7,88%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,43% em abril, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 8,18%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.142,
baixa de 0,33% em relação ao fechamento
de R$ 2.149
da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa de 0,42%,
atingindo R$ 2.162 frente
à R$ 2.171 do fechamento de
terça-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,1330.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,43% para junho de 2006, alta de 0,14 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior.