Em dia de forte volatilidade, dólar fecha em alta

Pressionado por cenário interno otimista, dólar opera em queda durante boa parte da sessão, mas fecha em alta, impulsionado por petróleo

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SÃO PAULO – A moeda norte-americana encerra em alta nesta sexta-feira com as atenções dos investidores voltando-se novamente para a trajetória ascendente do petróleo nos principais mercados.

Durante grande parte do pregão, o dólar operou em queda diante do cenário interno otimista com a desaceleração da inflação e queda do desemprego.

O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15) indicou inflação de 0,32%, ante a alta de 0,49% registrada em setembro, menor alta desde abril. No que se refere ao emprego, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que a taxa de desemprego ficou em 10,9% em setembro, abaixo dos 11,4% verificados em agosto.

Todavia, os temores com relação à oferta do petróleo com a chegada do inverno no hemisfério norte impulsionaram a cotação da commodity em cerca de 2%, o que abalou o otimismo inicial do mercado cambial.

Dólar encerra em queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8690 na compra e R$ 2,8700 na venda, alta de 0,42% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,1000, representando um ágio de 8,05% em relação ao dólar comercial.

Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,31% em outubro, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,10%.

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Dólar futuro na BM&F também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro encerrou o dia cotado a R$ 2.878, alta de 0,38% em relação ao fechamento de R$ 2.867 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em alta de 0,38%, atingindo R$ 2.912 frente à R$ 2.901 do fechamento de ontem.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,68% para dezembro de 2004, em linha com o registrado no fechamento da sessão anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 0,97%, com queda de 0,02 pontos percentuais em relação ao fechamento da sessão anterior.