Em dia de forte volatilidade, dólar comercial encerra em alta de 0,58%

Em dia de análise, após o anúncio da elevação da Selic em 0,50 p.p., a moeda norte-americana encerrou esta quinta-feira em alta

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SÃO PAULO – Após quatro sessões em queda, o dólar comercial encerra em alta nesta quinta-feira, em dia marcado pela forte volatilidade e as repercussões da elevação da Selic.

Dólar faz movimento de ajuste técnico

Durante a maior parte do pregão, a moeda norte-americana operou em baixa com mercado ainda analisando a alta de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juro na reunião da última quarta-feira do Copom (Comitê de Política Monetária).

Todavia, como o mercado já havia precificado tal elevação, no final das negociações os investidores mudaram seus posicionamentos, o que inverteu a tendência da cotação da moeda. Deste modo, um movimento de ajuste técnico impulsionou a moeda norte-americana, que chegou a atingir seu menor patamar desde junho de 2002 na última quarta-feira.

Dólar encerra em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,7750 na compra e R$ 2,7780 na venda, alta de 0,58% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0430, representando um ágio de 9,66% em relação ao dólar comercial.

Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 2,80% em novembro, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 4,27%.

Dólar futuro na BM&F também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o dia cotado a R$ 2.790, alta de 0,54% em relação ao fechamento de R$ 2.775 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou em alta de 0,54%, atingindo R$ 2.828 frente à R$ 2.813 do fechamento de

ontem.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,55% para janeiro de 2005, uma queda de 0,08 pontos percentuais em relação ao fechamento do último pregão. Já o contrato de maior liquidez, referente a fevereiro de 2005, encerrou a 1,55%, com queda de 0,15 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.