Em dia de feriado no Brasil, ADRs brasileiros caem 1,17% nos EUA

Papéis do setor de commodities caíram em meio ao sentimento de aversão ao risco com reunião de ministros na Zona do Euro

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SÃO PAULO – Em dia de feriado no estado de São Paulo, em que a BM&FBovespa se manteve fechada, o Brazil Titans, índice que compila os principais ADRs (American Depositary Receipts) fechou em queda de 1,17% nesta segunda-feira (9), aos 26.994 pontos.

Colaborando para o forte movimento estiveram as quedas dos papéis principalmente ligados ao setor de commodities, caso da CSN, que registrou perdas de 4,46% e  da Vale, que encerrou com desvalorização de 0,55%, em meio ao sentimento de aversão ao risco do mercado sobre se o encontro de ministros de finanças da Zona do Euro, que ocorre em Bruxelas. 

Já os ADRs da Petrobras tiveram uma desvalorização de 2,41%. Vale ressaltar que as cotações dos barris de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, em meio às preocupações de que a Noruega enfrente um desligamento completo de sua produção após o fracasso das negociações junto aos trabalhadores em greve.

Riscos em alta
O mercado acompanhou os desdobramentos da crise da dívida da Zona do Euro. Por lá, os ministros de Finanças da Zona do Euro se reúnem em Bruxelas para dar prosseguimento ao debate sobre as medidas de combate à crise adotadas pelos líderes dos 17 países do bloco da moeda única no mês passado. 

Em meio às dúvidas sobre se as medidas tomadas pelas autoridades serão realmente efetivas para solucionar a crise existente no bloco, os juros dos ativos com vencimento em dez anos da Espanha voltaram a superar a margem de 7% nesta manhã, níveis estes considerados insustentáveis para o desenrolar da dívida. 

O presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, afirmou que autoridades da Espanha demonstram comprometimento para acelerar as reformas estruturais e a regularização da situação do setor financeiro da região.

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Draghi reiterou, ainda, que a solução para a crise na Zona do Euro depende de ações ousadas por parte dos governos. Segundo ele, a região deve continuar pressionada para que aconteça uma integração mais profunda das medidas de combate à crise. 

Já na Grécia, insatisfeito com as negociações entre a Grécia e a Troika, o vice-ministro do trabalho grego Nikos Nikolopoulos, renunicou nesta segunda-feira, segundo informações que circulam na imprensa internacional. A Espanha, por sua vez, pedirá a ministros da Zona do Euro mais tempo para cumprir déficit.

Enquanto cresce a instabilidade na Espanha, França e Alemanha desfrutam da confiança dos investidores. Nesta manhã, o Tesouro francês realizou um leilão de títulos de curto prazo a juros negativos, arrecadando € 3,91 bilhões. Já a Alemanha levantou € 3,3 bilhões utilizando a mesma estratégia.

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EUA e Japão em pauta
Já nos EUA, o Federal Reserve o Consumer Credit, que revelou avanço de US$ 17,1 bilhões no montante de crédito concedido ao consumidor norte-americano na passagem entre abril e maio, o maior desde dezembro de 2011. O resultado veio bem acima do que indicavam as projeções, de US$ 9,5 bilhões.

Nesta data, o presidente norte-americano Barack Obama fez um apelo ao Congresso para estender por mais um ano o programa de redução de impostos para pessoas que ganham menos que US$ 250 mil por ano, lançado no governo do antecessor George W. Bush. O incentivo tributário deve expirar em janeiro de 2013.

Enquanto isso, no Japão, as encomendas de máquinas caíram 14,8% em maio ante o mês anterior, informou o gabinete do governo. Foi a maior queda desde 2001 e superou o declínio previsto pelos analistas, de 2,6%.

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Agenda doméstica
Por aqui, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou alta de 0,19%, taxa 0,08 ponto percentual acima da registrada na última semana de junho, de acordo com a FGV (Fundação Getúlio Vargas). Já o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), também medido pela fundação, subiu 0,95% no primeiro decênio do mês, ante avanço de 0,68% registrado no mesmo período de apuração do mês anterior.

Bolsas internacionais
Nos EUA, o índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em leve baixa de 0,28% a 12.736 pontos. O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,19% atingindo 2.932 pontos, enquanto o S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresentou queda de 0,16% chegando a 1.352 pontos. 

Na Europa, o índice FTSE 100, da bolsa de Londres, apresentou queda de 0,62%, encerrando aos 5.627 pontos. O CAC 40, de Paris, registrou baixa de 0,38%, atingindo 3.157 pontos. Já o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, apresentou uma leve baixa de 0,35%, aos 6.388 pontos.

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Dolár
Durante toda a sessão, o dólar ficou perto da estabilidade. Entretanto, fechou a sessão em alta de 0,23%, cotada a R$ 2,0312 na venda.

Renda fixa
No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em alta de 0,04%, a 129,54% do valor de face.

Agenda da próxima sessão
Na volta do feriado, o investidor deve acompanhar poucas referências nesta terça-feira (10) nos EUA. Com isso, o mercado fica atento ao primeiro dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Ainda por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará a Pesquisa Industrial Mensal: Emprego e Salário do mês de maio.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.