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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta quarta-feira (8) em alta de um ponto-base, atingindo 163 pontos. Na ausência de referências externas, a performance do indicador repercutiu o desfecho da reunião de política monetária no Brasil.
Fechando o segundo dia de sua última reunião neste ano, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou no início da noite desta quarta-feira a manutenção da taxa básica de juros do Brasil em seu atual patamar, aos 10,75% ao ano. Cabe lembrar que este foi o último encontro da entidade com Henrique Meirelles à frente do BC. O mercado já antecipava a decisão.
Também influenciou o pregão a notícia de que os instrumentos de dívida do Brasil foram os mais negociados durante o terceiro trimestre, com um giro total de US$ 277 bilhões, ou o equivalente a 14% de todo o volume de negócios com papéis emergentes durante o período, de acordo com dados da Associação de Operadores de Mercados Emergentes (EMTA, em inglês). Segundo a entidade, na comparação com igual período do ano passado, o volume de negócios com títulos de dívida brasileiros cresceu 78%.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 1,09% na noite desta quarta-feira, cotado a 135,65 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 163 pontos-base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.