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SÃO PAULO – Os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram esta segunda-feira (14) com sinais opostos, em linha com o desempenho marcado na maior parte do dia. O destaque do pregão ficou com a proposta do presidente Barack Obama para reduzir o déficit orçamentário em US$ 1,1 trilhão nos próximos 10 anos. Com a agenda de indicadores vazia, destaque também para o rali de empresas ligadas a commodities, além do início do processo de transição política no Egito
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em leve alta de 0,28% a 2.817 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em leve valorização de 0,24% atingindo 1.332 pontos. Por outro lado, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 0,04%, chegando a 12.268 pontos.
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nasdaq | +0,28 |
2.817 | +2,25 |
+6,19 |
| S&P 500 | +0,24 |
1.332 | +3,02 |
+5,94 |
| Dow Jones | -0,04 |
12.268 | +4,08 |
+5,97 |
A Casa Branca anunciou um projeto para reduzir o orçamento do governo em 2% no exercício de 2012, para US$ 3,72 trilhões. No ano, o déficit chegaria a 7% do PIB (Produto Interno Bruto), ou a US$ 1,1 trilhão de dólares. Em 2011, funcionários do alto escalão do governo preveem um recorde de US$ 1,645 trilhão de dólares, equivalente a 10,9% do PIB.
O orçamento prevê abandonar progressivamente as reduções de impostos para os que têm rendimento anual mais elevado, decisão prorrogada recentemente, além de eliminar isenções que beneficiam os produtores de petróleo, gás e carvão.
Em 10 anos, o governo deseja cortar gastos de US$ 1,1 trilhão, disse o diretor de orçamento da Casa Branca, Jacob Lew. Para isso, os gastos do Pentágono nos próximos cinco anos também serão cortados, assim como os salários do funcionalismo serão congelados em 2012.
Fusões e aquisições em foco
As ações da General Electric avançaram 0,8% no pregão, após a empresa ter anunciado que irá comprar a divisão britânica de energia da John Wood Group por US$ 2,8 bilhões.
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Outra aquisição a despontar foi a venda da Emergency Medical Services para a empresa de private equity Clayton Dubilier & Rice. Com isso, as ações Emergency Medical Services desvalorizaram-se 10,95%.
Cenário corporativo
As ações ligadas a mineração e energia foram um dos principais destaques de alta da sessão. Além das petrolíferas serem implusionadas pelo recorde de consumo de petróleo na China, o banco Citigroup elevou o preço-alvo de algumas companhias de aço e carvão, afirmando que a demanda internacional irá sustentar os elevados preços do setor. Desta forma, os papéis da Peabody Energy avançaram 4,87%, enquanto as ações da Exxon Mobil subiram 2,52%.
Ainda no segmento, os papéis da Seahawk Drilling despencaram mais de 40% após a empresa declarar na última sexta-feira que irá pedir a falência e vender suas ações para a Hercules Offshore, cujas ações subiram 18,51%.
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A MGM Resorts International também viu suas ações em queda, de 3%, após a companhia de cassinos ter divulgado um menor prejuízo no quarto trimestre na relação com o ano anterior. Apesar disso, as receitas no mesmo período ainda recuaram.
Já a Procter & Gamble nomeou Meg Withman, antiga CEO (Chief Executive Officer) do Ebay, para compor o conselho de administração da empresa. As ações da empresa recuaram 0,29%.
Exército pede que manifestantes egípcios retomem rotina
As Forças Armadas, que governam o Egito desde a renúncia do presidente Hosni Mubarak, pedem que os manifestantes e sindicatos cessem as greves e “assumam seu papel da melhor maneira possível”, segundo comunicado lido por um militar na televisão nesta segunda-feira.
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“Está claro que os investidores veem positivamente o processo de transição democrática no Egito”, afirmou o analista-chefe do Danske Bank, Lars Christensen. “A economia egípicia irá se recuperar relativamente rápido dos impactos dos eventos ocorridos nos últimos meses”, completa Christensen. Enquanto isso, o analistas do Barclays alertam que a população pode ir às ruas novamente, caso suas demandas sejam frustradas.