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SÃO PAULO – O dólar mantém a trajetória do início da sessão e opera em alta expressiva de 1,25%, cotado a R$ 1,6990 na venda, com o mercado na espera pela reunião do G-20 desta semana.
Mesmo com o dólar operando no campo positivo desde a abertura, o Banco Central mais uma vez atuou no mercado à vista, desta vez entre 11h51 e 11h56, adquirindo a moeda norte-americana com uma taxa de corte de R$ 1,697.
G-20 em foco
Com a agenda de indicadores, tanto interna quanto externa, tranquila, o maior peso sobre o mercado cambial vem da expectativa dos investidores em relação à reunião do G-20, que começa na próxima quinta-feira (11) em Seul, na Coreia do Sul.
Segundo o economista Julio Hegedus, do InterBolsa Brasil, “sobre a agenda do G-20, o que se tem é o debate em torno das apreciações cambiais recentes nos emergentes, diante da inundação de dólares no mercado internacional. Com isto, o receio maior é da formação de bolhas com a supervalorização de vários ativos (reais), como moeda, imóveis, ações, etc”.
Com os novos estímulos quantitativos na economia dos EUA – decisão que promete esquentar as discussões em Seul -, que se recupera a um ritmo aquém do desejado, a pressão de desvalorização da divisa norte-americana foi mantida.
Agora o mercado especula acerca das possíveis medidas da equipe econômica do governo brasileiro para fazer frente à valorização do real, que é considerada excessiva e já é vista como fator de desvantagem para alguns setores da indústria. Para a economista da XP Investimentos, Fernanda Camino, “a sinalização de que pode vir alguma coisa foi a crítica das autoridades às medidas do Fed de colocar mais dólares no mercado, principalmente para o Brasil que está sendo alvo do fluxo de capital”, diz a economista – que, contudo, não espera novas medidas antes do final da reunião das principais economias do mundo.
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Dólar futuro na BM&F também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro é cotado a R$ 1.708, alta de 1,10% em relação ao fechamento de R$ 1.689 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, opera em alta de 1,18%, atingindo R$ 1.720 frente a R$ 1.700 do fechamento de sexta-feira.