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Em correção, Ibovespa mira 165 mil pontos; Nasdaq e S&P 500 testam máximas

Gráfico mostra Bolsa brasileira abaixo das médias e sem sinal claro de reversão, enquanto índices dos EUA seguem em alta, mas já operam em sobrecompra

Rodrigo Paz

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O Ibovespa voltou a ficar pressionado nesta quarta-feira (3), véspera de feriado no Brasil, e passou a mirar uma região decisiva no gráfico: os 170.000 pontos – e, num movimento corretivo maior, a região dos 165 mil pontos.

A alta do petróleo, que em outros momentos poderia dar sustentação a ações ligadas a commodities, não está sendo o suficiente para impulsionar o índice brasileiro. Às 14h36, o Ibovespa caía 2,15%, aos 170.458 pontos, após mínima aos 170.247 pontos.

As incertezas sobre as negociações entre Washington e Irã, somadas à proposta dos Estados Unidos de impor tarifas adicionais a dezenas de parceiros comerciais, incluindo o Brasil, reforçaram o tom negativo para os ativos locais.

O movimento aprofunda o contraste entre Brasil e Estados Unidos. Enquanto o Ibovespa segue em correção desde a máxima histórica de 199.354 pontos, Nasdaq e S&P 500 continuam próximos de suas máximas, sustentados pela tendência de alta no médio prazo.

A diferença é que, nos EUA, os índices já operam em região de sobrecompra, o que aumenta o risco de realizações de curto prazo.

Ibovespa perde estrutura de alta e mira suporte abaixo dos 170 mil pontos

No gráfico semanal, o Ibovespa perdeu a estrutura de topos e fundos ascendentes após romper o importante suporte dos 175.000 pontos. O índice também passou a negociar abaixo das médias móveis, configuração que mantém o viés vendedor predominante no médio prazo.

Apesar das fortes baixas recentes aumentarem a possibilidade de repiques técnicos, ainda não há sinais consistentes de reversão. Neste momento, o mercado coloca em risco a região dos 170.000 pontos, que passa a funcionar como referência importante para os próximos pregões.

Abaixo desse nível, os próximos suportes aparecem em 165.000 e 154.055 pontos. Caso essas regiões sejam rompidas, o índice pode ampliar o movimento corretivo em direção a 147.575 e 140.230 pontos.

Para retomar força compradora, será necessário recuperar inicialmente a faixa das médias móveis, entre 179.000 e 182.360 pontos. Acima dessa região, o mercado poderá voltar a mirar os 193.000 pontos e, posteriormente, a máxima histórica em 199.354 pontos.

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O IFR de 14 períodos marca 45,19 pontos, em região neutra. A leitura mostra que ainda existe espaço para continuidade da correção antes que o índice atinja níveis extremos de sobrevenda.

Fonte: Nelogica. Gráfico Semanal do Ibovespa. Elaboração: Rodrigo Paz.

Nasdaq segue em tendência de alta, mas já em sobrecompra

Na contramão do Ibovespa, a Nasdaq segue em forte tendência de alta no gráfico semanal e negocia próxima da máxima histórica em 27.190 pontos. A estrutura permanece positiva no médio prazo, apoiada pela força das ações de tecnologia e pelo otimismo com inteligência artificial.

Apesar disso, o índice já apresenta um movimento bastante esticado após a forte valorização dos últimos meses. O IFR de 14 períodos marca 73,60 pontos, em região de sobrecompra, sinalizando que correções ou realizações de curto prazo podem ocorrer sem comprometer a tendência principal.

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Nesta semana, a Nasdaq opera com leve baixa, movimento que, por enquanto, ainda é compatível com uma correção saudável dentro da tendência de alta.

Para dar continuidade ao movimento positivo, será importante romper a máxima em 27.190 pontos. Acima desse patamar, os próximos alvos ficam em 27.960, 28.725, 29.675 e 30.000 pontos.

Por outro lado, um movimento corretivo mais amplo dependerá da perda dos suportes em 26.520 e 25.800 pontos, o que abriria espaço para ajustes mais profundos.

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Fonte: TradingView. Gráfico Semanal da Nasdaq. Elaboração: Rodrigo Paz.

S&P 500 testa máxima e mantém estrutura positiva

O S&P 500 também mantém tendência de alta consolidada no médio prazo. O índice renovou recentemente sua máxima histórica em 7.624 pontos e segue com estrutura positiva no gráfico semanal.

Assim como ocorre com a Nasdaq, porém, o S&P 500 já opera em níveis mais esticados depois da forte valorização recente. O IFR de 14 períodos marca 72,05 pontos, também em região de sobrecompra.

Dessa forma, eventuais correções ou realizações de curto prazo não seriam surpreendentes. Por enquanto, movimentos desse tipo ainda seriam interpretados como ajustes normais dentro da tendência principal de alta.

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Para dar continuidade ao movimento positivo, o S&P 500 precisa superar os 7.624 pontos. Acima desse nível, os próximos objetivos projetados ficam em 7.780, 7.935, 8.130 e 8.430 pontos.

No cenário corretivo, os suportes mais relevantes aparecem em 7.495 e 7.343 pontos. A perda dessas regiões pode abrir espaço para quedas em direção a 7.123 e 7.000 pontos.

Brasil fraco no gráfico, Wall Street forte, mas esticada

A leitura técnica reforça a diferença de momento entre Brasil e Estados Unidos. O Ibovespa perdeu suporte, passou a negociar abaixo das médias móveis e ainda não mostrou sinal claro de reversão. A região dos 170.000 pontos, agora, passa a ser decisiva para evitar uma correção mais profunda.

Nos Estados Unidos, o quadro é diferente. Nasdaq e S&P 500 seguem em tendência de alta e próximos das máximas históricas, sustentados pela força das empresas de tecnologia e pela expectativa em torno da inteligência artificial.

Ainda assim, os dois índices americanos já operam em sobrecompra, o que aumenta a chance de realizações no curto prazo. A diferença é que, por enquanto, eventuais quedas nos EUA ainda parecem correções dentro de uma tendência positiva. No Brasil, o desafio é outro: recuperar suportes perdidos e voltar a mostrar força compradora.

Fonte: TradingView. Gráfico Semanal do S&P500. Elaboração: Rodrigo Paz.

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