Em apenas 1 minuto, Petrobras perde R$ 12 bilhões na Bolsa; bancos desabam 8%

Acompanhe aqui a atualização dos principais destaques da Bovespa nesta segunda-feira

Paula Barra

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11h47: Exportadoras
As ações das exportadora driblam uma sessão de fortes perdas e sobem cerca de 1%, em meio à disparada do dólar, o que favorece estas companhias. Hoje, o dólar apresenta alta de 1,59%, a R$ 2,45.

Vale mencionar os papéis de Embraer (EMBR3, R$ 23,73, +1,02%) e Suzano (SUZB5, R$ 9,76, +0,21%.

11h06: Usiminas (USIM5, R$ 6,74, -5,34%)
As ações da Usiminas seguem o movimento negativo do índice e têm forte queda nesta segunda-feira, em meio ao imbrólio na diretoria da empresa e reagido ao corte de recomendação.

Hoje, o BTG Pactual reduziu sua recomendação e preço-alvo para as ações preferenciais da Usiminas, depois que o Conselho de Administração da maior produtora de aços planos do Brasil demitiu o presidente-executivo e mais dois altos executivos na sexta-feira.

A recomendação do BTG Pactual para as ações da siderúrgica passou a “neutra” e o preço-alvo foi cortado em cerca de 24 por cento, de 10,50 para 8 reais. “A recente demissão de três importantes executivos da Usiminas, incluindo o presidente-executivo (Julián Eguren), nos surpreendeu e adicionou incerteza significativa sobre a situação”, escreveram analistas do BTG Pactual em relatório.

10h43: BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,85, -6,69%)
Acompanhando a forte queda do “kit eleições”, as ações da BM&FBovespa despencam nesta segunda-feira. Os papéis da administradora da bolsa brasileira eram tidas pelo BTG Pactual como a favorita para se beneficiar do “rali eleitoral” – movimento que puxou a alta das ações das estatais e bancos desde março -, já que o forte fluxo de investimentos para a Bovespa aumentou consideravelmente o volume financeiro negociado no mercado acionário 

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10h39: “Kit Marina”
Assim como as estatais e bancos, as ações do “Kit Marina” – Cosan (CSAN3, R$ 38,76, -3,92%) e São Martinho (SMTO3, R$ 40,14, -3,67%) – empresas que começaram a subir muito forte desde que Marina Silva entrou na disputa eleitoral e começou a despontar como principal adversária de Dilma Rousseff, apresentam forte queda nesta segunda-feira. 

10h25: Estatais
As ações das estatais desabam hoje após pesquisa eleitoral Datafolha, que foi divulgada na última sessão, na qual mostrou Dilma Rousseff abrindo 13 pontos de vantagem no 1° turno em relação à Marina Silva (PSB). Neste momento, reagem negativamente os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 17,75, -10,44%; PETR4, R$ 18,73, -10,79%), Eletrobras (ELET3, R$ 6,94, -5,32%; ELET6, R$ 10,09, -4,36%) e BB (BBAS3, R$ 27,32, -8,08%). Somente na abertura, quando os papéis da Petrobras caíram cerca de 9%, a estatal perdeu R$ 12 bilhões no primeiro minuto de negociação. A queda da ação da petrolífera hoje é a maior desde novembro de 2008, época do circuit break da Bovespa

Em um eventual segundo turno, Dilma aparece no limite da margem de erro contra Marina. A petista aparece com 47%, enquanto a candidata do PSB tem 43% dos votos. Considerando a margem de 2 pontos, as duas poderiam ficar com 45% cada uma no cenário mais para Marina possível. Do contrário, Dilma estaria na frente.

Vale mencionar que na sexta-feira os papéis destas empresas foram impulsionados por expectativas de que Marina Silva iria mostrar uma recuperação, o que não se confirmou.

10h22: Bancos
Na mesma toada, as ações dos bancos desabam nesta sessão. Os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) registram queda de 7,29%, a R$ 34,94, enquanto os ativos ordinários e preferenciais do Bradesco (BBDC3; BBDC4) caíam 6,11% e 6,88%, respectivamente, a R$ 35,80 e R$ 35,73. 

O mercado reage “nervoso” ao resultado da pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 25 e 26 de setembro, e que mostrou que Dilma Rousseff abriu 13 pontos de vantagem no 1° turno em relação à Marina Silva (PSB), disse um analista que pediu anonimato ao InfoMoney. A petista apareceu com 40% contra 27% da pessebista. 

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“O Datafolha foi hororroso para o mercado, que esperava por uma recuperação de Marina Silva. As expectativas geradas na sexta-feira, que impulsionaram o mercado naquele pregão (pesquisa Datafolha e rumores sobre a reportagem da Veja), não ocorreram”, comentou o analista. No final de semana, a Veja publicou que a campanha de Dilma teria pedido dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras, mas mesmo as denúncias não parecem mudar a trajetória ascendente de Dilma nas pesquisas. “E agora, com o primeiro turno mais próximo (dia 5 de outubro), o mercado tende a devolver toda a alta recente”, disse.

10h20: Vale (VALE3, R$ 26,35, -2,30%; VALE5, R$ 23,17, -2,52%)
Além do cenário eleitoral, destaque para as ações da Vale que caem novamente com o minério de ferro. O principal produto da exportadora renovou seu menor patamar em 5 anos nesta sessão e fechou cotada a US$ 77,70 por tonelada, queda de 1,1%.

Além disso, a japonesa Sumitomo Corp disse nesta segunda-feira que a empresa e sua sócia brasileira Vale fecharão sua mina de carvão Isaac Plains em Queensland, na Austrália, até o fim de janeiro do ano que vem por conta da queda nos preços do carvão.