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SÃO PAULO – Depois de recuarem nos pregões anteriores, as principais bolsas internacionais registram movimento de alta nesta terça-feira (24), dia em que os investidores estão em busca de barganhas surgidas com as perdas recentes, com destaque para as ações do setor de commodities.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices acionários operam em alta. Na agenda, destaque para a divulgação das vendas de novas moradias em abril e a sondagem industrial do Fed de Richmond referente a maio. De acordo com a LCA, a expectativa é de que as vendas de novas moradias tenham voltado a apresentar números negativos no mês passado. “A queda nos pedidos de compras de hipotecas reitera essa avaliação”.
Na Europa, os índices das bolsas sobem em um dia de preocupações com o vulcão da Islândia, que dificulta o tráfego aéreo; problemas da dívida da Grécia; spread dos títulos europeus subindo; preocupações acerca dos bancos, depois da revisão do rating por conta da Moody’s; e de o banco nacional suíço mostrar preocupações acerca de sua moeda forte. “Tudo está apontando para um novo 2010”, diz o analista do UBS, Paul Donovan.
A despeito do cenário macroeconômico desfavorável, pressionado no curto prazo pela crise da dívida na Zona do Euro, os investidores aproveitam as perdas recentes para posicionar-se junto ao mercado de ações, com base na percepção de que alguns ativos estão baratos, tendo em vista seus fundamentos.
No Brasil, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s reafirmou os ratings para a dívida do país denominada em moeda estrangeira em BBB-, mas elevou a perspectiva para a nota de estável para positiva na noite da véspera, o que pode impulsionar a bolsa doméstica. Na Ásia, o pregão no Japão fechou em leve alta, recuperando as perdas da véspera, enquanto a China ainda está em queda.
Bolsas da Europa em dia de “alívio”
Depois de fecharem em queda nas duas últimas sessões, os principais índices de ações da Europa registram alta nesta terça, impulsionados mais uma vez pelas ações do setor de commodities, mas com destaque de queda para o setor financeiro. Em relação aos bancos, a Moody’s colocou em revisão para um possível rebaixamento a classificação de 14 instituições inglesas por conta de uma menor disposição das autoridades em auxiliar instituições com problemas no futuro.
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No âmbito econômico, o destaque na Europa segue sendo a crise fiscal, com a percepção de risco que o mercado associa à dívida de determinados países em expressiva alta. Nesta terça, o juro da dívida portuguesa com prazo de 10 anos registra valorização de 6,8 pontos percentuais, atingindo 9,718% ao ano. Ao mesmo tempo, os contratos de CDS (Credit Default Swap) para a dívida grega atingem patamar recorde, a 1.440 pontos-base.
Brasil deve refletir nova perspectiva de rating
No Brasil, o Ibovespa caiu 0,4% no pregão da véspera e renovou a menor pontuação desde julho de 2010, em 62,345 pontos. Nesta sessão, os investidores devem estar mais otimistas, tendo em vista a influência do mercado internacional e a elevação da perspectiva para os ratings da dívida do Brasil, realizada pela S&P.
“Perspectivas de sólido crescimento, baseadas tanto em fatores domésticos como externos, bem como melhora gradual nas posições fiscal e externa, podem melhor o perfil de crédito do Brasil”, destacou a agência de classificação de risco em nota.
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Na agenda doméstica, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulga a Sondagem Industrial referente a maio.
“Para esta terça, ainda prevemos mais volatilidade, a tentativa de fechamento acima dos 62.300 pontos (novo suporte) e a influência de novos dados imobiliários americanos, uma tradicional ‘pedra no sapato’ dos mercados”, diz o chefe de análise da corretora Ágora, Marco Melo, em seu diário de mercado.
Ásia fecha sem tendência definida
No Japão, o índice Nikkei terminou o pregão de terça em leve alta, em um movimento de recuperação após a forte queda na sessão anterior, que havia sido pressionada por evidências de desaceleração econômica na China.
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Por outro lado, o índice Shanghai Composite, da bolsa de Xangai, na China, fechou em queda pelo quarto pregão consecutivo, acompanhando mais algumas notícias negativas. Reportagens locais afirmam que o país poderá enfrentar a pior falta de energia da história neste verão, inclusive em Xangai e Pequim, por conta de diversos fatores, como geração insuficiente em algumas áreas, problemas de transmissão e escassez de energia nas termelétricas a carvão.
Além disso, em relatório a investidores, o Goldman Sachs alerta para uma possível correção no mercado acionário chinês, que seria ativada pela revisão nos ganhos para as empresas.