Em ajuste, dólar comercial reflete dados dos EUA e falas de Greenspan

Os investidores também seguem atentos à possibilidade de intervenções do Banco Central no mercado cambial

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SÃO PAULO – Mantendo a tendência de alta vista na abertura desta quinta-feira, o dólar comercial caminha para sua terceira sessão consecutiva de ajuste, frente a recente e expressiva desvalorização da moeda norte-americana diante o real.

Com o mercado avaliando os indicadores econômicos divulgados nos EUA, com destaque para o forte recuo no volume de pedidos de bens duráveis feitos às indústrias do país no mês de abril (ficando abaixo das estimativas), a apreciação do dólar também reflete a apreensão do mercado diante do pronunciamento de Alan Greenspan (ex-presidente do Federal Reserve), que na última quarta-feira se disse preocupado com a valorização excessiva da bolsa chinesa.

Os investidores também seguem atentos à possibilidade de intervenções do Banco Central no mercado cambial. O fraco desempenho das bolsas internacionais também é avaliado.

Dólar futuro na BM&F também opera em alta

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,9630 na compra e R$ 1,9650 na venda, forte alta de 0,82% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0750 na venda, representando um ágio de 5,71% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho está sendo cotado a R$ 1.966,
alta de 0,64% em relação ao fechamento
de R$ 1.953
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera
em alta de 0,56%,
atingindo R$ 1.971 frente
a R$ 1.960 do fechamento de quarta-feira.