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SÃO PAULO – O dólar comercial terminou em alta face ao real nesta segunda-feira (5), apesar do otimismo no mercado interno, alimentado pelo grau de investimento recém alcançado pelo País, que continuou a atrair recursos externos.
A valorização refletiu ajustes depois de a moeda acumular quedas seguidas na semana passada. Ainda assim, os principais fatores de influência para a queda do câmbio ainda estão presentes, segundo analistas.
Sobre a questão, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que é preciso “esperar chegar o dinheiro primeiro” para se avaliar se vai haver uma enxurrada de dólares com o grau de investimento. “Não falamos no governo sobre isso”, disse o ministro.
Arbitragem
Diante de expectativas de aumento da inflação, corroboradas nesta segunda-feira pelo relatório Focus, as operações de arbitragem tendem a aumentar, pois a aceleração de preços pode ocasionar mais uma elevação da Selic.
Sidnei Nehme, diretor executivo da NGO, avalia que “como a margem de ganho no juro tende a ampliar-se, não pode ser descartada a intensificação eventual das arbitragens, (…) que pode ter a característica de sustentar o preço da moeda americana no piso de baixa”.
Leilão do BC
O Banco Central realizou leilão de aquisição de dólares no segmento à vista, entre 15h07 e 15h17, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita ficou em R$ 1,6610.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6570 na compra e R$ 1,6590
na venda, alta de 0,55% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8300, representando um ágio de 10,44%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,24% em maio, frente
à baixa de 5,07% registrada no mês passado.
No ano, a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,59%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 1.668,
alta de 0,42% em relação ao fechamento
de R$ 1.661
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte alta de 0,90%,
atingindo R$ 1.684 frente
à R$ 1.669 do fechamento de
sexta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,6580.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,50% para julho de 2008, ganho de 0,14 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.