Negócios ilícitos

Em 2021, endereços cripto afiliados à Rússia receberam 74% dos rendimentos de ransomware

Empresas do Moscow City receberam até 48% dos seus criptos de endereços ilícitos

Por  CoinDesk -

Segundo relatório da Chainalysis, quase três quartos dos rendimentos de ataques de ransomware (ataque que cobra resgate em criptomoedas) em 2021 foram para endereços que “muito provavelmente” estão associados à Rússia. O montante equivale a US$ 400 milhões.

A Chainalysis, casa de análise de criptomoedas, afirmou que usa três critérios para determinar se os ataques são afiliados à Rússia: se evitam atacar países da ex-União Soviética; marcadores de linguagem e localização; e se estão relacionados à organização de cibercrimes Evil Corp., que tem base no país russo.

Segundo relatório em conjunto de autoridades de cibersegurança dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, ransomwares têm crescido no último ano. Outro relatório da Chainalysis indicou que endereços norte-americanos são os maiores alvos. O governo americano está agilizando a criação de medidas que combatam esse tipo de ataque, no qual os hackers mantêm os dados de uma firma reféns.

De 2019 a 2021, entre 29% e 48% de todas as criptomoedas direcionadas a endereços de negócios no Moscow City, centro financeiro da capital russa, vieram de endereços “ilícitos e arriscados”, segundo o relatório.

Dentre os recipientes, estão a Suex, exchange do mercado de balcão (OTC) sancionada pelo governo americano; a Eggchange, cujo cofundador foi preso pelas autoridades russas em novembro, segundo relatos; e a Bitzlato, exchange peer-to-peer. A Chainalysis informou que essas empresas estão ligadas à lavagem de dinheiro dos fundos obtidos ilegalmente.

O relatório ainda registrou que alguns casos de firmas recebendo pequenas proporções das criptomoedas obtidas ilicitamente podem ser atribuídos à falta de informação, e não à atividade criminosa.

De todas as criptomoedas que foram parar no Moscow City, a maioria das moedas ilícitas daquele período veio de fundos advindos de golpes (US$ 313 milhões) e de mercados da darknet (US$ 296 milhões). Já ransomware ficou em terceiro lugar, com US$ 38 milhões.

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