Publicidade
SÃO PAULO – O analista do InterBolsa, Julio Netto, apontou em relatório que o desempenho do mercado de ações em 2011 será superior ao registrado em 2010.
Entretanto, as projeções são as mais diversas possíveis, com expectativas que vão de otimistas a cautelosas. Nesse sentido, existe a estimativa de que o índice possa chegar em 90 mil pontos ao fim de 2011 e também que chegue apenas em 80 mil pontos.
“Rali de final de ano”
Apesar do Ibovespa ter tido 16 ralis de alta, no mês de dezembro, nos últimos 20 anos e, desde 1999, não ter registrado queda no final do ano, em 2010, contudo, o índice ficará negativo tanto em dezembro como no acumulado do ano.
Mesmo tendo esboçado uma certa reação ao atingir 73.200 pontos no início de novembro, impulsionado pelo alívio quantitativo anunciado pelo Federal Reserve, a crise da dívida na Europa acabou sendo determinante para derrubar os mercados.
A questão europeia pressionou os negócios, gerando uma grande nuvem de incertezas para os investidores externos. Netto destaca que “ao fim deste ano, não será surpresa se fecharmos no zero a zero, em torno de 68.600 pontos”. Vale lembrar que em dezembro de 2009, o índice fechou em 68.588 pontos.
Brasil
A boa notícia em âmbito nacional fica com as avaliações favoráveis das agências de rating e dos bancos de investimentos. Nesse sentido, destaque para a decisão do Morgan Stanley em colocar o Brasil como overweight (exposição acima da média).
Continua depois da publicidade
Essa avaliação, em conjunto com o fato da Ficth ter elogiado a consistência da política econômica brasileira, faz do País uma interessante aposta para os investidores estrangeiros.
Cenário doméstico em 2011
Segundo o analistas, mesmo com o aperto monetário em questão, “as empresas voltadas para o mercado interno ainda possuem potencial de crescimento”, afirma.
Sua projeção aponta que o BC (Banco Central) elevará a taxa básica de juros, dos atuais 10,75% para um patamar entre 11,50% e 12% ao final de 2011, destacando que esta elevação será já em janeiro.
Continua depois da publicidade
Por sua vez, os setores conhecidos como defensivos, devem continuar a ter um desempenho razoável. Dentre eles, destacam-se alimentos, bebidas, energia elétrica, saneamento básico telefonia, tecnologia, saúde e educação.
Cenário internacional
Com as incertezas prevalecendo, não há definições para o cenário internacional em 2011. Em destaque, a crise das dívidas soberanas no continente europeu, com foco para os problemas enfrentados pelas economias portuguesa e espanhola, trará volatilidade no início de 2011.