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SÃO PAULO – O motorista brasileiro adotou mesmo a tecnologia flex fuel: em 2010, mais de 30% da frota de carros será composta por modelos bicombustíveis. E a expectativa é que nos próximos dez anos, essa proporção seja de 50%. As expectativas são do consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE).
De acordo com Pires, essa representatividade dos modelos que podem abastecer tanto com gasolina quanto com álcool é, atualmente, de 11%. Em números, são 27 milhões de unidades, das quais 9 milhões têm essa flexibilidade na hora de abastecer.
“Os carros movidos à gasolina devem recuar para 52% da frota. Atualmente eles representam 69% do total”, explicou o consultor.
Tendência
De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores, cerca de 85% dos carros zero-quilômetro vendidos no País já são bicombustíveis. Apesar da oscilação de preços que ocorre normalmente no álcool entre o fim de um ano e o começo de outro, por conta da entressafra de sua obra-prima, a cana-de-açúcar, o produto ainda se mostram vantajoso em relação à gasolina.
Para que a troca compense, é necessário que o derivado de cana custe até 70% do preço cobrado pelo seu “concorrente”. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), o litro dos combustíveis custava, em nível nacional, na semana terminada em 21 de abril, R$ 1,658 e R$ 2,534. Dessa maneira, a proporção está em cerca de 65%.
Até em motos
Vale lembrar também que motocicletas serão “acolhidas” por essa tecnologia a partir de 2009. A empresa responsável, Delphi, anunciou que, no prazo de dois anos, metade da frota brasileira desse veículo poderá ser abastecida com álcool ou gasolina.