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SÃO PAULO – O mercado imobiliário será marcado, em 2008, por maior visibilidade para construções com preços entre R$ 50 mil a R$ 120 mil, preferencialmente voltados à classe C. Contudo, de acordo com a Trevisan Consultoria, esses lançamentos dificilmente virão em regiões metropolitanas – onde o terreno é mais caro e o mercado mais saturado – mas sim em localidades do interior e do Nordeste.
“Continuará havendo lançamentos de quatro e três dormitórios, mas haverá expansão para os mais baratos também”, explicou Edison Cunha, diretor de operações da empresa. “Com o crédito abundamente para financiamento, a queda de juros e a economia fortalecida, a classe de renda mais baixa teve condições de adquirir um imóvel nessa faixa de preço”, adicionou. O déficit de moradias brasileiro atinge oito milhões de unidades.
Sudeste e Nordeste
Cunha explicou que o déficit habitacional do Sudeste e do Nordeste está “empatado”: cerca de 2,7 milhões de casas para cada. Ocorre que as duas regiões vivem momentos diferentes: na primeira, o alto preço do terreno (principalmente na capital e seus entornos) e a grande demanda impossibilitam que os preços praticados sejam menores, então o foco de construções voltadas à baixa renda será mais para o interior.
No Nordeste, por outro lado, a melhoria de renda fez com que aqueles compradores que antes pertenciam às classes D e E migrassem para a C, aquecendo uma demanda antes reprimida. “Isso acabou virando um atrativo para as empresas. Algumas parcelas de financiamento imobiliário, por conta do alongamento dos prazos, faz com que o desembolso mensal fique igual à da compra do carro”, afirmou.
Usados e novos
O mercado secundário, formado por casas e apartamentos usados, também é um atrativo para aqueles que querem comprar uma casa, mas não possuem renda suficiente para arcar com uma nova. “Talvez não tenha o mesmo requinte que um lançamento, mas existe imóvel para todos os gostos e bolsos”, afirmou.