Elevação dos custos força Dow Chemical a reajustar os preços novamente

Enfraquecimento da economia mundial se soma à alta do petróleo e empresa também decide reduzir produção

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SÃO PAULO – A fabricante norte-americana de produtos químicos Dow Chemical anunciou que irá elevar o preço de seus produtos em 25% em julho devido ao aumento do custo do petróleo.

A disparada da commodity também levou a companhia a anunciar outras medidas, como a implementação de uma sobretaxa de US$ 300 no frete de carregamentos do transporte rodoviário e US$ 600 do ferroviário.

As medidas serão aplicadas inicialmente a consumidores de produtos químicos, plásticos e hidrocarbonetos nos EUA. Porém, de acordo com a empresa, ela poderá ser expandida a outras regiões caso seja necessário.

Redução da produção

Ademais, com a deterioração do cenário econômico dos EUA e da Europa, a Dow Chemical também planeja reduzir temporariamente a produção em diversas fábricas. Até agora, a companhia cortou em 25% a sua produção global de óxido de etileno e desativou 30% da sua produção norte-americana de ácido acrílico.

Segundo comunicado da empresa, os planos ainda prevêem uma redução de 40% na capacidade de produção européia de estireno e de 15% na produção de poliestireno.

Medidas inevitáveis

Para Andrew Liveris, presidente da Dow Chemical, a política adotada pela empresa não é bem-vinda, mas é necessária diante da disparada dos preços do petróleo e enfraquecimento da economia global.

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Indicando que o aumento dos preços anunciados no final de maio não foram suficientes para fazer frente à elevação dos custos, que avançaram 40% no primeiro semestre do ano, na comparação anual, Liveris justifica o novo reajuste com a necessidade de restaurar as margens dos negócios.

Por fim, o presidente da Dow Chemical informou que os esforços estão sendo feitos em vários segmentos, como a redução dos custos e melhorias na eficiência da energia. “Nós estamos alcançando grande progresso na implementação de uma estratégia que irá tratar do problema no médio e longo prazos”, afirmou Liveris.