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SÃO PAULO – A lei norte-americana de Proteção ao Paciente e Serviços de Saúde Acessíveis, o Obamacare, pode estar correndo riscos de ser adiada em um ano para que o Congresso aprove a elevação do teto da dívida pública do país, hoje fixada em US$ 16,7 trilhões. Com a minoria de congressistas aliados, Barack Obama se vê em situação de iminentes abdicações políticas para que seu governo consiga que interesses prioritários sejam atendidos na casa.
Em apresentação feita a parlamentares nesta terça-feira (10), o republicano Eric Cantor deu indícios da possível estratégia do partido em relação à votação de um novo aumento no limite da dívida norte-americana, solicitado por diversas vezes pelo secretário do Tesouro do país, Jacob Lew. Para que os pedidos da equipe econômica do governo Obama sejam atendidos, Cantor exige que seja abdicado um ano de Obamacare – programa previsto para começar no ano que vem.
Desde maio, o governo norte-americano tem trabalhado com medidas extraordinárias para permitir o endividamento sem a elevação do teto da dívida. No entanto, de acordo com a mais recente carta de Lew ao Congresso, tais manobras chegarão à exaustão na metade de outubro.
Na medida em que a economia local reaquece os motores gradualmente, o Tesouro pede mais margens evitar que a recuperação do país se esvaia. Com o impasse, que repete as tensões de 2 anos atrás, quando o mesmo dilema da elevação do teto da dívida tomou conta do Congresso estadunidense, o país, mais uma vez, corre significativos riscos de enfrentar uma crise política no futuro próximo.
Obamacare
Com a proposta de obrigar todo cidadão norte-americano a possuir plano de saúde – pessoas com renda familiar baixa serão auxiliadas pelo governo-, o Obamacare pretende garantir cobertura de saúde a cerca de 30 milhões de americanos. Além da ampliação do alcance do sistema de saúde do país, o programa pretende ampliar o mercado das empresas do setor.