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SÃO PAULO – Os papéis da Eletrobras (ELET3, ELET6) registraram o maior volume de retração semanal em pelo menos 18 anos, repercutindo ainda os reflexos do dilema da concessão de renovação. Na ponta oposta, as ações da Suzano (SUZB5) galgaram posto de maior valorização no período, após mudanças na diretoria e anúncio de recompra de ações. Na semana, o índice apresentou retorno de 3,92%, aos 57.564 pontos.
As ações preferenciais classe B da elétrica se desvalorizaram 33,62%, a R$ 7,70 no acumulado dos quatro pregões, enquanto as ON perderam 28,32%, a R$ 6,63, durante igual intervalo. Na minima da semana, os papéis PNB alcançaram a cotação de R$ 7,05 – o menor patamar relatado em oito anos. No mês, os ativos já têm baixa de 52,32% e, no saldo anual, caem 68,78%.
O Barclays cortou o preço-alvo das ações da elétrica, tanto para a ordinária quanto para a preferencial, para R$ 1,00 recomendando a venda, por avaliar que as novas regras para as concessões podem diminuir em 30% a receita líquida da Eletrobras no próximo ano, o que reduz sua capacidade de distribuir dividendos e pode levar a uma substancial oferta de ações.
O diretor de RI (relações com investidores) da companhia, Armando Casado de Araújo, disse – em teleconferência com analistas – esperar, em consequência do processo de renovação, que o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) zere no ano de 2013.
Suzano lidera o índice
Os ativos preferencias classe A da Suzano apresentaram a maior alta semanal do Ibovespa, com avanço de 12,91%, a R$ 6,21. A segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo informou que aprovou, nesta semana, um programa de recompra de 12 milhões de ações classe A, com o prazo de 90 dias.
A entrada do novo diretor-presidente, Walter Schalka, pode ajudar a impulsionar os ativos também. “É uma nova força para a companhia, com novas ideias e formas de pensar o negócio como um todo”, argumenta Eduardo Machado, da Amaril Franklin.
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A Suzano divulgou no terceiro trimestre deste ano uma forte melhora no resultado, mas mesmo assim continua no negativo pelo quinto trimestre consecutivo, com prejuízo de R$ 24 milhões. E essa troca na diretoria já pode reforçar uma renovação que a companhia abordou nesse período, de que espera voltar a registrar lucro em 2013.
Redução de prejuízo
A tendência para a empresa é apresentar resultados positivos no próximo ano, puxada pela estabilidade do dólar. “Como o dólar já chegou a um nível médio de R$ 2,02, a nossa dívida já está toda marcada. Com resultados expressivos de Ebitda que temos registrado, a tendência é ter 2013 com resultados positivos”, disse o diretor financeiro da empresa, Alberto Monteiro, a jornalistas, em teleconferência. “Estamos quase perto de zerar o prejuízo contábil”, relatou.
Ações estão em trajetória ascendente desde agosto
Essa guinada para cima dos papéis não é recente, desde agosto as ações iniciaram uma trajetória ascendente e subiram 52,48%. “Esse movimento aconteceu justamente quando a companhia anunciou o aumento de capital para expandir seus negócios, o que vem em linha com essa expectativa de melhora nos números da empresa”, comenta Machado.